Ameaça de tarifas leva México a interromper fornecimento de petróleo a Cuba

Governo mexicano diz que sanções americanas agravam crise energética e humanitária na ilha

Após decreto de Trump, México suspende exportações de petróleo para Cuba e envia ajuda humanitária.

Imagem | Reprodução/AFP - ALFREDO ESTRELLA

O governo do México decidiu suspender o envio de petróleo para Cuba como forma de evitar a aplicação de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que classificou as sanções norte-americanas como injustas e prejudiciais à população cubana.

Durante entrevista coletiva, Sheinbaum afirmou que medidas econômicas desse tipo acabam penalizando diretamente a população civil. Segundo ela, impedir o fornecimento de energia a um país que já enfrenta dificuldades severas equivale a aprofundar uma crise humanitária. A presidente destacou que o México discorda do uso de sanções como instrumento de pressão política.

A suspensão ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma ordem executiva autorizando a imposição de tarifas sobre produtos de países que comercializam petróleo com Cuba. O decreto passou a valer no fim de janeiro e abriu caminho para penalidades econômicas, ainda sem definição de alíquotas.

Nos últimos meses, o México havia se tornado o principal fornecedor de petróleo para a ilha, especialmente após o encerramento dos embarques vindos da Venezuela. Em 2025, os envios mexicanos representaram quase metade das importações de petróleo bruto cubanas, segundo dados oficiais da estatal Pemex.

Como alternativa à suspensão do combustível, o governo mexicano enviou ajuda humanitária a Cuba. Dois navios da marinha partiram do porto de Veracruz transportando alimentos, leite em pó e itens de higiene, com previsão de chegada em poucos dias.

Apesar da interrupção, Sheinbaum afirmou que o México busca uma solução diplomática com Washington para retomar o fornecimento de petróleo, ressaltando que o país continuará defendendo o diálogo e a cooperação internacional.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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