Volume de operações do PIX quebra recorde e movimenta mais de R$ 166 bilhões

Compras e pagamento da primeira parcela do 13º ajudaram a impulsionar o uso do sistema

Sistema movimenta R$ 166,2 bilhões em 24 horas.

Créditos | Divulgação

O sistema de pagamentos instantâneos PIX alcançou um novo marco histórico ao registrar 297,4 milhões de operações em apenas 24 horas. O volume recorde ocorreu na última sexta-feira (28) e foi divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central do Brasil.

De acordo com a autoridade monetária, as transações realizadas no dia movimentaram R$ 166,2 bilhões, superando o recorde anterior, que havia sido registrado em setembro. O pico de uso coincidiu com a Black Friday, período de intensas compras no comércio, e também com o encerramento do prazo para o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário.

Em comunicado, o Banco Central destacou que o resultado reforça a relevância do PIX para o funcionamento da economia do país. A instituição classificou o sistema como uma infraestrutura digital pública essencial para o dia a dia da população e para o setor produtivo.

Criado em novembro de 2020, o PIX completou cinco anos recentemente e se consolidou como uma das principais formas de pagamento no Brasil. Nesse intervalo, o sistema reuniu cerca de 890 milhões de chaves cadastradas e passou a ser utilizado por mais de 170 milhões de pessoas.

O BC informou ainda que, desde o lançamento até o final de setembro de 2025, o PIX já havia movimentado aproximadamente R$ 85,5 trilhões em transações financeiras, evidenciando a rápida adesão dos usuários e o impacto no setor bancário.

Segurança reforçada

No mês anterior ao recorde, entraram em vigor novas regras que ampliam a proteção contra fraudes e facilitam a devolução de valores em casos de golpes ou situações de coação. As mudanças permitem rastrear valores transferidos mesmo quando eles são movimentados para outras contas, algo que antes limitava a recuperação do dinheiro.

Com o aprimoramento das ferramentas de segurança, o Banco Central espera aumentar a confiança no sistema e reduzir prejuízos provocados por crimes financeiros.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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