Sistema de pagamentos terá novidades como Pix offline e Pix em garantia

Pix em garantia e pagamentos por aproximação estão entre as mudanças previstas

Usuários relataram falhas no Pix na manhã deste domingo; BC confirmou problema técnico e restabelecimento.

Imagem | Divulgação

O Banco Central está preparando novas funcionalidades para o Pix que devem ampliar as formas de uso do sistema de pagamentos nos próximos anos. Entre as novidades previstas estão transferências internacionais, pagamentos por aproximação sem internet e a possibilidade de utilizar valores a receber via Pix como garantia para empréstimos.

Uma das principais propostas é o Pix Internacional, que pretende permitir transferências entre países de forma direta, semelhante ao que já acontece hoje dentro do Brasil. Atualmente, o uso do Pix fora do país ainda é limitado a alguns estabelecimentos específicos, mas a ideia é tornar esse tipo de operação mais amplo e acessível.

Outra mudança em estudo é o Pix por aproximação offline. A tecnologia permitirá realizar pagamentos mesmo quando não houver conexão com internet, utilizando apenas a aproximação do celular ou cartão por meio de tecnologia NFC. A medida pode facilitar transações em locais com sinal instável ou inexistente.

O Banco Central também planeja implementar o Pix em Garantia, que permitirá que empresas e profissionais utilizem valores futuros a receber pelo Pix como garantia em operações de crédito. A proposta pode facilitar o acesso a financiamentos, principalmente para pequenos empreendedores.

Além dessas novidades previstas para os próximos anos, o sistema vem recebendo atualizações desde 2026. Entre elas estão o Pix por aproximação com internet, o Pix Automático para pagamentos recorrentes e melhorias no mecanismo de devolução de valores em casos de fraude.

Também está prevista a ampliação do uso do Pix em boletos, que passarão a contar obrigatoriamente com QR Code para pagamento direto pelo sistema. Outra proposta em análise é a padronização do Pix parcelado, que já é oferecido por algumas instituições financeiras, mas ainda não possui regulamentação única.

O Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões em 2025, consolidando-se como o principal meio de transferência de dinheiro no país. A expectativa é que as novas funções ampliem ainda mais o uso da ferramenta, tanto dentro quanto fora do Brasil.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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