O chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos em 2025 teve efeito limitado sobre a economia brasileira, que encerrou o ano com crescimento de 2,3%, segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis. Apesar das barreiras comerciais, as exportações brasileiras avançaram 6,2% em relação a 2024.
“Em relação ao tarifaço, a gente realmente viu que foram coisas muito pontuais. Os exportadores procuraram outros mercados. O Brasil já estava conseguindo exportar mais para outros países. Os Estados Unidos já não estão pesando tanto como destino das exportações brasileiras”, explicou Palis.
O tarifaço, implementado pelo presidente Donald Trump em agosto de 2025, elevou as taxas sobre produtos importados, com o objetivo de proteger a indústria americana e incentivar a produção local.
Em alguns casos, as alíquotas chegaram a 50%. Trump também vinculou a medida a uma suposta retaliação ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, antes de sua condenação pelo STF em setembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado.
Apesar das restrições, as exportações brasileiras para os EUA recuaram apenas 6,6% em 2025, já que o país buscou diversificar mercados, ajudando a reduzir o impacto sobre o PIB. Atualmente, os Estados Unidos seguem como o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China.
Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA derrubou o tarifaço original, estabelecendo novas taxas de 10% sobre produtos de diversos países.
O novo regime deve beneficiar cerca de 46% das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
*Da Agência Fonte Exclusiva
