Dólar fecha abaixo de R$ 5 e Ibovespa sobe antes da eleição

Bolsa brasileira avança no último pregão antes do segundo turno, enquanto petróleo dispara mais de 3% com tensões no Oriente Médio.

Dólar fecha a R$ 4,993 e Ibovespa sobe antes do segundo turno das eleições. Petróleo Brent dispara para US$ 116,72 com tensões no Oriente Médio.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

O último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais terminou com resultados positivos para a bolsa brasileira e queda do dólar. Na sexta-feira (23), a moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 5, enquanto o Ibovespa avançou, em meio à cautela dos investidores diante da votação marcada para domingo (25). No mercado internacional, o petróleo registrou forte valorização devido aos riscos de interrupção no fornecimento global.

O cenário combinou incertezas políticas no Brasil e preocupações geopolíticas no exterior. Confira os principais indicadores do fechamento:

Dólar registra menor fechamento desde 9 de outubro

O dólar comercial encerrou a sexta-feira cotado a R$ 4,993, com desvalorização de 0,92%. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 4,989, menor cotação intradiária, e terminou no nível mais baixo desde 9 de outubro, quando havia fechado a R$ 4,985.

Na semana, a divisa acumulou queda de 1,58% frente ao real, após ter registrado valorização de 1,77% no período anterior.

O movimento ocorreu em meio à reorganização das carteiras de investimento antes do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A expectativa pelo resultado eleitoral manteve os agentes financeiros atentos aos possíveis impactos sobre a economia e a política fiscal do país.

Mesmo com a valorização do dólar no exterior, o real apresentou desempenho positivo. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede a força da moeda norte-americana em relação a uma cesta de divisas internacionais, subia 0,19%, aos 101,799 pontos.

Ibovespa avança e acumula alta em outubro

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), fechou em alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos. O volume financeiro negociado durante a sessão foi de aproximadamente R$ 30,7 bilhões.

Apesar do avanço diário, o indicador terminou a semana com queda acumulada de 0,17%. Já no acumulado de outubro, a valorização chegou a 10,06%. Desde o início de 2026, o índice registrava alta de 27,28%, conforme os dados divulgados para o fechamento.

A sessão foi influenciada tanto pelas expectativas em torno da disputa presidencial quanto pelo desempenho das commodities no exterior. Empresas ligadas aos setores de petróleo e mineração estiveram entre as que acompanharam os movimentos dos mercados internacionais.

Petróleo supera US$ 116 com tensões no Oriente Médio

Os preços internacionais do petróleo avançaram mais de 3% e atingiram o maior patamar de fechamento em quase seis meses. A alta foi impulsionada pelo aumento das preocupações com a segurança do abastecimento, após ataques atribuídos aos houthis contra alvos na Arábia Saudita e novos riscos para a infraestrutura energética e as rotas marítimas da região.

O barril do Brent, referência internacional, subiu 3,13%, encerrando o dia a US$ 116,72. O WTI, utilizado como referência nos Estados Unidos, avançou 3,82%, para US$ 103,27.

Na semana, os contratos do Brent acumularam valorização de 6,24%, enquanto os do WTI registraram alta de 4,29%, segundo os números divulgados para o período.

As tensões envolvendo o Irã, os Estados Unidos e Israel também contribuíram para a preocupação dos investidores com possíveis novos confrontos e seus efeitos sobre a produção e o transporte de petróleo no Golfo Pérsico.

EUA recorrem a reservas estratégicas

Diante dos riscos de abastecimento, os Estados Unidos autorizaram a liberação emergencial de até 400 mil barris de petróleo da Reserva Estratégica. A medida foi anunciada para ajudar a enfrentar uma interrupção que afetava uma refinaria na Louisiana.

A combinação de conflitos regionais, riscos logísticos e incertezas sobre a oferta internacional elevou as cotações da commodity. Caso a instabilidade persista, os preços da energia poderão continuar pressionados, com possíveis reflexos sobre os combustíveis, a inflação e as decisões dos investidores nos próximos pregões.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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