Crise no setor sucroalcooleiro se agrava em Campos: produtores acusam Coagro de inadimplência e abandono

Agricultores da Baixada Campista denunciam cooperativa por calotes desde a última safra, queda no preço da tonelada de cana e novas cobranças de transporte após fechamento da Usina Paraíso.

A crise no setor sucroalcooleiro do Norte Fluminense chegou a um novo patamar de tensão. Agricultores da Baixada Campista denunciaram publicamente a Coagro (Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro) por inadimplência no pagamento da última safra de cana-de-açúcar e por uma nova redução no preço da tonelada da matéria-prima, o que compromete a viabilidade econômica do cultivo na região.

A situação foi agravada pela suspensão do transbordo da cana-de-açúcar que era encaminhada para a Usina Paraíso, hoje desativada. Sem a estrutura de apoio, os produtores afirmam que a cooperativa estaria tentando repassar custos adicionais de transporte para os próprios agricultores.

“Além de não pagarem o que devem desde a safra passada, agora querem que a gente arque com o frete da produção. Isso é um desrespeito”, diz um dos produtores em áudio divulgado com exclusividade pelo jornalista Roberto Barbosa, durante o programa Direto da Redação.

Diante do cenário de insegurança econômica e institucional, muitos agricultores afirmam que consideram abandonar o cultivo da cana-de-açúcar. A alternativa mais viável, segundo eles, é a pecuária extensiva, com o plantio de capim e criação de gado em áreas antes destinadas à lavoura canavieira.

A denúncia expõe a fragilidade estrutural do setor sucroenergético na região, que já foi um dos polos mais produtivos do estado. A falta de pagamentos, ausência de diálogo e o desmonte da infraestrutura colocam em xeque o futuro da canavicultura em Campos.

Ouça os áudios dos produtores e veja os detalhes no programa Direto da Redação.

*Da Agência Fonte Exclusiva com informações do Direto da Redação.

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