CNU 2025 é anunciado com 3.352 vagas em mais de 30 órgãos

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 28, Governo Federal anuncia vagas, cargos e órgãos participantes do CNU 2025

CONCURSO CNU 2025

Ministra da Gestão Ester Dweck durante entrevista para fazer um balanço do Concurso Nacional - Bruno Peres/Agência Brasil

O Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2025 foi anunciado nesta segunda-feira, 28, pelo Ministério da Gestão e Inovação. A oferta será de 3.352 vagas, para cargos de níveis médio e superior, em 35 órgãos e autarquias federais.

Em entrevista coletiva, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, detalhou que as vagas serão divididas entre provimento imediato e cadastro de reserva. Veja!

Provimento imediato: 2.180 vagas, sendo 1.672 de nível superior e 508 de nível médio.
Cadastro de reserva: 1.172 vagas, todas de nível superior.
Esther Dweck explicou que o cadastro de reserva terá provimento em curto prazo, após a homologação dos resultados. Isso significa que as chamadas não deverão demorar.

As oportunidades estarão distribuídas por nove blocos temáticos, que corresponderão às áreas de atuação do Governo Federal. Na primeira edição, foram contemplados oito blocos.

Será mantida a mesma sistemática de inscrição para diferentes cargos dentro de um mesmo bloco temático, com definição da lista de preferência.

O governo também planeja manter a aplicação das provas em 228 cidades espalhadas pelas cinco regiões do país.

Uma inovação do CNU 2025 será no sistema de provas. Agora, todos os inscritos realizarão a parte objetiva no dia 5 de outubro, no turno da tarde. Somente os habilitados serão convocados para a prova discursiva, que ocorrerá em 7 de dezembro.

Confira o cronograma previsto para a segunda edição do Concurso Nacional Unificado:

contratação da banca organizadora: até meados de junho/2025;
edital e inscrições: julho/2025;
prova objetiva: 5 de outubro de 2025, à tarde;
prova discursiva para os habilitados na 1ª fase: 7 de dezembro de 2025; e
divulgação dos resultados: fevereiro/2026.

Serão convocados para a prova discursiva nove vezes o número de vagas de cada cargo, tanto para ampla concorrência quanto para o cadastro reserva.

Por exemplo, um cargo que dispor de 75 vagas na ampla concorrência terá 675 convocados para a discursiva. Se forem dez vagas nas cotas, serão 90 chamadas e assim por diante.

O conteúdo programático das provas só será divulgado no edital, previsto para julho. Mas, segundo a ministra Esther Dweck, é possível ter a primeira edição do CNU como base para os estudos.

Sobre a decisão de separar a prova discursiva da objetiva, a ministra falou que foi uma decisão estratégica com base nos aprendizados da primeira edição, quando as duas avaliações foram aplicadas no mesmo dia.

“A gente queria ter uma prova discursiva mais longa e também ter mais questões na prova objetiva. Na nossa visão, isso vai ajudar na seleção das pessoas”.

Outra mudança significativa no CNU 2025 será a substituição do sistema de “bolinhas”, para o preenchimento dos cartões de resposta por um código de barras que identifique o concorrente.

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Lista de órgãos participantes

Durante a coletiva de imprensa, a ministra Esther Dweck apresentou quais órgãos e autarquias do Poder Executivo Federal participarão do CNU 2025 e o respectivo número de vagas.

O destaque são as nove agências reguladoras, com 60 vagas de nível superior e 340 de nível médio.

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por exemplo, estão incluídas, como adiantado com exclusividade pelo Qconcursos Folha Dirigida.

As áreas da Saúde e da Cultura também se destacam em número de órgãos participantes do Concurso Unificado.

Veja a divisão das vagas por nível de escolaridade e órgão:

Vagas imediatas

Ministério da Gestão e Inovação (MGI) – Analista Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico: 250 vagas de nível superior;
Ministério da Gestão e Inovação (MGI) – Analista Técnico de Defesa e Justiça: 250 vagas de nível superior;
Ministério das Cidades: 15 vagas de nível superior;
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: 64 vagas de nível superior;
Ministério do Turismo: 8 vagas de nível superior;
Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional: 10 vagas de nível superior;
Ministério da Fazenda: 30 vagas de nível superior;
Ministério da Pesca e Aquicultura: 33 vagas de nível superior;
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): 50 vagas de nível superior e 16 vagas de nível médio;
Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC): 70 vagas de nível médio;
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): 50 vagas de nível médio;
Agência Nacional de Mineração (ANM): 80 vagas de nível médio;
Agência Nacional de Saúde (ANS): 20 vagas de nível médio;
Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ): 30 vagas de nível médio;
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT): 50 vagas de nível médio;
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): 14 vagas de nível médio;
Comando da Aeronáutica: 90 vagas de nível superior;
Comando do Exército: 131 vagas de nível superior;
Comando da Marinha: 140 vagas de nível superior;
Hospital das Forças Armadas: 100 vagas de nível superior e 30 vagas de nível médio;
Fundacentro: 65 vagas de nível superior;
Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI): 50 vagas de nível superior;
Imprensa Nacional: 14 vagas de nível superior;
Escola Nacional de Administração Pública (Enap): 21 vagas de nível superior;
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan): 60 vagas de nível superior;
Fundação Biblioteca Nacional: 14 vagas de nível superior;
Fundação Cultural Palmares: 10 vagas de nível superior;
Fundação Joaquim Nabuco: 20 vagas de nível superior;
Fundação Nacional de Artes (Funarte): 28 vagas de nível superior;
Instituto Brasileiro de Museus (Ibram): 28 vagas de nível superior;
Agência Nacional do Cinema (Ancine): 10 vagas de nível superior e 10 vagas de nível médio;
Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO): 61 vagas de nível superior e 33 vagas de nível médio;
Instituto Nacional de Cardiologia (INC): 52 vagas de nível superior e 23 vagas de nível médio;
Instituto Nacional do Câncer (INCA): 30 vagas de nível superior e 54 vagas de nível médio;
Instituto Evandro Chagas (IEC): 28 vagas de nível superior e 10 vagas de nível médio; e
Centro Nacional de Primatas: 10 vagas de nível superior e 18 vagas de nível médio.

Vagas de cadastro de reserva (provimento de curto prazo)

Ministério da Gestão e Inovação (MGI) – assistente social, médico e psicólogo: 172 vagas de nível superior; e
Analista Técnico Administrativo (MGI): 1 mil vagas de nível superior.

Sobre as vagas do cadastro de reserva, Esther Dweck explicou que está em curso um processo de dimensionamento da força de trabalho para saber exatamente o quantitativo necessário para analista técnico administrativo e as outras carreiras do MGI.

“Quando o concurso for homologado, saberemos o número exato e poderemos autorizar o provimento”, afirmou.

Ainda segundo a ministra da Gestão, outras carreiras ainda poderão ter autorização de novos concursos federais, como é o caso da Previdência. No entanto, estas ficarão de fora do CNU deste ano.

Lotação dos aprovados será no DF e em outros quatro estados

A ministra Esther Dweck também falou sobre a lotação dos aprovados no concurso.

De acordo com ela, a maior parte das vagas será para o Distrito Federal, mas outros estados também contarão com uma oferta em órgãos que só existem nessas localidades.

É o caso do Rio de Janeiro, por exemplo, que terá 315 vagas disponíveis, sobretudo para a área da Saúde, no Into, INC, Inca, além da Biblioteca Nacional.

O Estado de São Paulo terá 65 vagas para Fundacento. No Pará, serão 66 vagas para o Instituto Evandro Chagas e o Centro Nacional de Primatas.

Já em Pernambuco, a oferta será de 20 vagas para a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). As demais vagas são para órgãos com sede em Brasília DF.

Os salários iniciais, segundo a ministra, serão variáveis de R$7 mil a R$16 mil.

Banca organizadora

O termo de referência do CNU 2025, também chamado de projeto básico ou projeto de edital, está pronto e será enviado a grandes bancas organizadoras nesta segunda-feira, 28.

O documento reúne informações importantes do concurso, como vagas, cargos, órgãos participantes e estrutura de provas.

Com o documento finalizado, terá início o processo de escolha da banca organizadora. Grandes instituições brasileiras receberão o projeto para que possam compreender a estrutura e propor valores para organizar o Concurso Unificado.

Na primeira edição do Concurso Unificado, realizada em 2024, a Fundação Cesgranrio foi a escolhida como a organizadora. Uma nova chamada pública não tira a banca da disputa.

A Fundação Cesgranrio ainda poderá ser contratada, mas terá a concorrência de outras grandes bancas interessadas no processo.

A banca definida será responsável por receber as inscrições do concurso, elaborar e aplicar as provas em mais de 200 municípios do país.

Inovação  no recrutamento de servidores

O CNU é uma iniciativa do Governo Federal para o recrutamento de novos servidores do Poder Executivo.

Nesse formato, é possível se inscrever para diversas carreiras dentro de um mesmo bloco temático, pagando somente uma taxa de inscrição.

Outra inovação é na ampliação dos locais de prova. Os exames do CNU são aplicados em mais de 200 cidades do país, em todas as regiões.

Antes, a maioria dos concursos federais era feita apenas nas capitais dos estados e no Distrito Federal, ou exclusivamente em Brasília DF.

A primeira edição, aberta em 2024, ofereceu 6.640 vagas para diferentes órgãos e autarquias do Poder Executivo Federal, abrangendo carreiras de níveis médio e superior.

A portaria que autoriza os primeiros 4.330 provimentos de aprovados foi publicada na última sexta-feira, 25 de abril. A medida atende a 16 órgãos e entidades do Poder Executivo Federal e carreiras que não demandam curso de formação.

A partir da portaria, os órgãos já estão autorizados a iniciar os trâmites para nomeação dos aprovados.

De acordo com a ministra Esther Dweck, o CNU é uma inovação que veio para ficar.

“Poder contratar de forma periódica é importante. A gente quer transformar o CNU em uma política pública permanente”, disse durante a entrevista coletiva desta segunda, 28.

Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Folha Dirigida.

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