Braskem aprova renegociação de US$ 11 bilhões em dívidas

Plano de recuperação extrajudicial envolve credores financeiros e ainda precisa ser homologado pela Justiça.

Braskem aprova plano para renegociar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas por meio de recuperação extrajudicial.

Imagem: Divulgação/ Joédson Alves/Agência Brasil

A Braskem aprovou um plano para reorganizar aproximadamente US$ 11 bilhões em dívidas, valor equivalente a cerca de R$ 56 bilhões.

A medida foi anunciada nesta segunda-feira (24) e faz parte de um processo de recuperação extrajudicial voltado exclusivamente aos credores financeiros da companhia.

O mecanismo permite que a empresa negocie diretamente com seus credores novas condições para o pagamento das obrigações. Depois do acordo, o plano precisa passar pela Justiça para ser homologado.

Segundo a companhia, a renegociação não inclui compromissos com fornecedores, clientes ou outros parceiros comerciais. Essas obrigações permanecem fora do processo e seguem normalmente.

Crise financeira motivou busca por alternativas

A decisão ocorre após meses de avaliação da situação financeira da petroquímica. Em setembro do ano passado, a Braskem comunicou aos acionistas que havia contratado assessores para estudar alternativas diante das dificuldades enfrentadas pela empresa.

Entre os fatores apontados estava o período de baixa do setor petroquímico, que pressionou os resultados da companhia e aumentou a necessidade de buscar soluções para suas obrigações financeiras.

Em junho deste ano, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo aceitou pedidos relacionados ao processo e determinou a suspensão das cobranças por 60 dias. O prazo permitiu que a empresa e os credores envolvidos avançassem nas negociações.

A recuperação extrajudicial busca permitir que a Braskem reorganize seu passivo financeiro sem interromper as atividades comerciais e operacionais.

Caso de Maceió também pesa sobre a empresa

Além dos desafios relacionados ao cenário do setor petroquímico, a Braskem enfrenta consequências financeiras e sociais decorrentes da exploração de sal-gema em Alagoas.

Em Maceió, a atividade de mineração esteve relacionada ao afundamento do solo em diferentes áreas da cidade. O problema provocou danos a imóveis e comunidades e levou famílias a deixarem suas residências por causa dos riscos associados à movimentação do terreno.

O episódio resultou em compromissos de reparação e compensação assumidos pela empresa, além de impactos que se estenderam às áreas ambiental, social e financeira.

Com o novo plano, a Braskem tenta reorganizar uma parcela expressiva de suas obrigações financeiras em meio ao cenário adverso enfrentado pela indústria. A proposta ainda terá de cumprir as etapas legais necessárias até sua eventual homologação pela Justiça.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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