Brasil deve manter superávit comercial em 2026 mesmo com cenário global incerto

Projeção do governo indica saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, impulsionado por exportações fortes e resiliência da economia.

Brasil projeta superávit de US$ 72,1 bilhões na balança comercial em 2026, mesmo com incertezas globais. Exportações e economia interna sustentam resultado.

Imagem: Divulgação/ MAPA

O Brasil deve encerrar 2026 com saldo positivo no comércio exterior, mesmo diante das incertezas no cenário internacional.

A estimativa oficial aponta para um superávit de US$ 72,1 bilhões, resultado que representa crescimento em relação ao ano anterior e reforça a capacidade de adaptação da economia brasileira.

A projeção considera exportações que podem alcançar US$ 364,2 bilhões, enquanto as importações devem somar cerca de US$ 292,1 bilhões.

O desempenho mantém o país dentro da faixa esperada pelo governo e sinaliza estabilidade nas relações comerciais, mesmo com tensões externas que afetam mercados globais.

Segundo especialistas da área, fatores internos como o nível de atividade econômica, o comportamento do câmbio e o consumo doméstico têm sido fundamentais para sustentar o resultado positivo.

Além disso, o comércio exterior brasileiro tem mostrado consistência mesmo em períodos de maior volatilidade internacional.

No recorte mais recente, o país registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, com exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões.

O avanço das vendas externas foi puxado principalmente pelo setor extrativo, com destaque para o petróleo, além de crescimento na indústria de transformação e na agropecuária.

As importações também apresentaram alta, especialmente em bens de consumo e bens de capital, refletindo maior dinamismo da economia interna.

No acumulado do primeiro trimestre, o saldo positivo chegou a US$ 14,1 bilhões, superando o desempenho do mesmo período do ano anterior.

O resultado reforça a expectativa de que o país mantenha uma trajetória sólida ao longo de 2026.

O governo deve revisar as projeções ao longo do ano, acompanhando possíveis mudanças no cenário econômico global, mas a tendência atual aponta para continuidade do equilíbrio na balança comercial brasileira.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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