O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (10) acima dos 155 mil pontos pela primeira vez na história, registrando sua 14ª sessão consecutiva de valorização. O movimento foi impulsionado pelo otimismo internacional após o Senado dos Estados Unidos avançar, no domingo (9), com uma proposta para reabrir o governo e encerrar a paralisação que já dura 40 dias.
A última vez em que o principal índice da bolsa brasileira havia acumulado uma sequência tão longa de altas foi entre maio e junho de 1994, quando somou 15 pregões positivos seguidos.
No câmbio, o dólar à vista recuou 0,51%, encerrando o dia cotado a R$ 5,3076 na venda, acompanhando a desvalorização global da moeda americana diante de divisas de países emergentes.
O alívio veio após o Senado americano aprovar um avanço processual sobre o projeto que prevê financiar o governo até 30 de janeiro, além de incluir três propostas de dotações orçamentárias para o próximo ano. Caso o texto emendado seja aprovado e retorne à Câmara, ainda dependerá da assinatura do presidente Donald Trump — trâmite que pode levar alguns dias.
No mercado brasileiro, analistas avaliam que o Ibovespa mantém tendência de alta no curto prazo, mas observam sinais de possível correção técnica. Em relatório semanal, o BB Investimentos destacou que o índice precisa romper com consistência a região dos 154,5 mil pontos para continuar avançando. O grupo também lembra que o índice de força relativa ultrapassou 80 pontos, sugerindo um cenário de sobrecompra.
O câmbio também foi influenciado pelo clima positivo na Europa e nos mercados emergentes, que reagiram às expectativas de fim da paralisação nos EUA. Segundo o Boletim Focus, as projeções para o dólar permanecem em R$ 5,41 para o encerramento deste ano e R$ 5,50 no fim de 2026. A taxa Selic projetada para 2025 segue em 15%, e para 2026, em 12,25%.
No Brasil, o dia também foi marcado pela coletiva do Banco Central sobre a regulamentação de ativos virtuais e pela abertura oficial da COP30, em Belém, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
