Empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e pelos impactos econômicos de conflitos internacionais poderão acessar R$ 22,6 bilhões em financiamentos por meio da nova etapa do Plano Brasil Soberano.
O BNDES abriu o protocolo para a nova rodada nesta quinta-feira (17), com linhas destinadas a exportadoras, fornecedoras e empresas de setores considerados estratégicos. A iniciativa faz parte das medidas adotadas pelo governo para reduzir os efeitos da instabilidade no comércio internacional.
Quem pode acessar os recursos
A nova etapa contempla diferentes perfis de empresas. Um dos grupos reúne exportadoras e fornecedoras que foram prejudicadas pelo aumento das tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.
Também estão incluídas empresas de segmentos industriais estratégicos relacionados ao comércio exterior e à transição para uma economia de baixo carbono. Entre os setores contemplados estão têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, minerais críticos e máquinas e equipamentos.
Outro grupo é formado por exportadoras e fornecedoras que mantêm relações comerciais com países do Golfo Pérsico, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Irã.
Financiamento poderá ser usado em diferentes finalidades
Os recursos poderão ser utilizados pelas empresas para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos e realização de investimentos.
Entre os critérios de elegibilidade estão as relações comerciais com os mercados afetados e o impacto dessas operações sobre as empresas. Para determinados grupos atingidos pelas tarifas ou pelos conflitos, é necessário comprovar que as operações correspondentes representam uma parcela mínima do faturamento.
As condições variam conforme a modalidade e o perfil da empresa. As linhas abrangem diferentes taxas e prazos de financiamento.
Tesouro e BNDES financiam o programa
Dos R$ 22,6 bilhões previstos para essa etapa, R$ 13,5 bilhões têm origem em recursos do Tesouro Nacional. Outros R$ 9,1 bilhões serão disponibilizados pelo próprio BNDES.
A nova fase foi estruturada após a ampliação do Plano Brasil Soberano em julho de 2026. A legislação passou a permitir o atendimento de empresas afetadas por diferentes situações de instabilidade internacional, incluindo tarifas comerciais majoradas.
Programa foi ampliado em 2026
O Plano Brasil Soberano foi criado inicialmente para apoiar empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. Ao longo de 2026, o programa passou por mudanças e teve o público elegível ampliado.
A nova configuração inclui empresas expostas aos efeitos de conflitos e mudanças no comércio internacional, além de setores considerados estratégicos para a economia brasileira.
De acordo com o BNDES, os pedidos seguem regras específicas para cada modalidade. Na linha de competitividade, por exemplo, os protocolos para diferentes operações têm prazos distintos e podem ser encerrados antecipadamente caso os recursos sejam esgotados.
Empresas já podem consultar as condições
As companhias interessadas devem verificar os critérios de habilitação e a documentação exigida antes de apresentar o pedido. O BNDES disponibiliza as regras e os procedimentos de cada modalidade em sua página oficial do Plano Brasil Soberano.
A abertura dos protocolos está condicionada à disponibilidade dos recursos destinados ao programa, segundo o banco.
*Da Agência Fonte Exclusiva
