segunda-feira, 2 novembro, 2026
O Rebate
  • POLÍTICA
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • TVIU!
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
  • POLÍTICA
  • Brasil
  • Cidades
  • Saúde
  • Cultura
  • TVIU!
  • Tecnologia
  • Internacional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
O Rebate
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Home Economia
Recuperação das baleias-jubarte impulsiona turismo em Abrolhos e gera renda no litoral brasileiro. População da espécie chegou a cerca de 35 mil animais.

Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Baleias-jubarte impulsionam turismo e economia no litoral brasileiro

Recuperação da espécie transforma a temporada de inverno em fonte de renda para comunidades costeiras, especialmente na região de Abrolhos, no sul da Bahia.

redacao Por redacao
02/11/2026 - 10:21
em Economia
0
CompartilharCompartilharCompartilhar

O espetáculo das baleias-jubarte saltando no mar tornou-se uma importante fonte de renda para comunidades do litoral brasileiro. No sul da Bahia, a presença desses animais atrai turistas durante o inverno, movimenta hotéis e restaurantes e amplia as oportunidades de trabalho para profissionais que vivem das atividades marítimas.

Em Caravelas, um dos principais acessos ao Arquipélago dos Abrolhos, a observação das baleias ganhou espaço entre as atrações turísticas mais procuradas da região.

A expansão desse mercado acompanha a recuperação da população de jubartes, que voltou a crescer após décadas de medidas de proteção ambiental.

Antigo pescador encontrou no turismo uma nova profissão

A trajetória de Paulo Salomão mostra como a conservação marinha também pode transformar a economia local.

Leia Também

São Francisco de Itabapoana abre REFIS 2026 com descontos de até 100% em juros e multas

Falta de controle de pragas pode reduzir produtividade da soja em até 55%, aponta estudo

Morador de Ponta de Areia, distrito de Caravelas, ele começou a acompanhar o pai nas pescarias ainda criança. Mesmo sofrendo com enjoos durante as viagens, decidiu continuar trabalhando no mar.

Aos 18 anos, fez um curso de pilotagem de embarcações oferecido pela Marinha do Brasil.

Com a criação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, em 1983, e as restrições à pesca na área protegida, passou a transportar turistas e mergulhadores.

Seu primeiro barco foi batizado de Teimoso, nome que representava sua persistência.

Hoje, Paulo administra quatro embarcações, uma delas com capacidade para 50 pessoas, e emprega dez trabalhadores.

Segundo o empresário, agosto se tornou o período de maior movimento, com procura superior à registrada durante os meses de verão.

Abrolhos recebe baleias durante período de reprodução

Todos os anos, as jubartes percorrem aproximadamente 4 mil quilômetros desde as águas frias da Antártica até o litoral brasileiro.

A região de Abrolhos é uma das principais áreas utilizadas pela espécie para acasalamento, nascimento e cuidado dos filhotes.

Durante a temporada, visitantes embarcam para observar os animais em liberdade, acompanhando saltos, movimentos das nadadeiras e outros comportamentos naturais.

A atividade beneficia não apenas os operadores de passeios, mas também pousadas, restaurantes, transportadoras e comerciantes.

Com isso, cidades que antes concentravam boa parte do turismo no verão passaram a receber visitantes em outras épocas do ano.

População de jubartes teve recuperação expressiva

O crescimento do turismo está diretamente relacionado ao aumento da população desses mamíferos marinhos.

No início da década de 1990, a estimativa era de menos de 2 mil baleias-jubarte na população que frequenta o litoral brasileiro.

Em 2022, levantamento do Instituto Baleia Jubarte apontou aproximadamente 35 mil animais.

A recuperação foi favorecida pela proibição da caça comercial de baleias no Brasil, em 1987, e pela ampliação das iniciativas de pesquisa, monitoramento e conservação.

O Instituto Baleia Jubarte, iniciado como projeto em 1988, tornou-se uma das organizações dedicadas ao acompanhamento e à proteção da espécie.

Passeios devem seguir regras de proteção

A expansão da atividade turística exige cuidados para evitar que as embarcações prejudiquem o comportamento das baleias.

Uma portaria conjunta do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, publicada em agosto de 2026, estabelece normas para a observação desses animais.

Entre as exigências estão:

  • Distância mínima de 100 metros entre as embarcações e as baleias;
  • Permanência máxima de 60 minutos nas proximidades dos animais;
  • Limite de 30 minutos quando houver fêmeas acompanhadas de filhotes;
  • Aproximação simultânea de, no máximo, duas embarcações.

Também são proibidas práticas como perseguir, cercar, tocar ou interferir no deslocamento das baleias.

O Instituto Baleia Jubarte desenvolve atividades de capacitação para profissionais do turismo e incentiva a adoção de procedimentos responsáveis.

Turismo aproxima visitantes da conservação ambiental

Para o diretor executivo do Instituto Baleia Jubarte, Eduardo Camargo, a observação responsável demonstra que a preservação da biodiversidade pode caminhar junto com o desenvolvimento econômico.

Além da geração de empregos, os passeios ajudam a despertar o interesse pela proteção da vida marinha.

A turista mineira Deise Gomes Valente decidiu visitar Abrolhos depois de conhecer a região por meio de uma reportagem. O encontro com as baleias foi marcado pela emoção de observar os animais em seu ambiente natural.

A paulista Karina Moraes também enfrentou uma longa travessia de barco, partindo de Vitória, no Espírito Santo, para conhecer o arquipélago.

As experiências mostram o poder de atração da temporada de jubartes, que recebe visitantes de diferentes estados brasileiros.

Baleias desempenham papel importante nos oceanos

Os benefícios da recuperação das jubartes não se limitam à economia.

Esses animais também contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos por meio da circulação de nutrientes entre diferentes regiões oceânicas.

Segundo Milton Marcondes, diretor de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, a migração das baleias ajuda a transportar nutrientes que favorecem a produtividade biológica dos mares.

Um estudo com participação de pesquisadores e instituições internacionais estimou em mais de US$ 82 bilhões o valor dos serviços ecossistêmicos associados às baleias presentes no Brasil.

O cálculo considera benefícios ambientais e econômicos, como a ciclagem de nutrientes, a contribuição para o armazenamento de carbono e o turismo. O montante não corresponde ao faturamento direto da atividade turística.

Instituto mantém projetos em diferentes cidades

O Instituto Baleia Jubarte desenvolve ações científicas e educativas em Caravelas, Praia do Forte, Itacaré, Vitória e Ilhabela, além de manter um ponto de observação em Porto Seguro.

A organização também atua em parceria com operadores turísticos para orientar visitantes e coletar dados sobre os animais.

O crescimento das jubartes no litoral brasileiro demonstra que a proteção da vida marinha pode gerar benefícios duradouros para o meio ambiente e para as comunidades que dependem do oceano.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Abrolhos#Bahia#BaleiaJubarte#Biodiversidade#Caravelas#ConservaçãoMarinha#EconomiaLocal#InstitutoBaleiaJubarte#MeioAmbiente#Natureza#oceano#TurismoDeObservacao#TurismoNoBrasil#TurismoSustentável
CompartilhamentoEnviarEnviar
Notícia anterior

Pixote é confirmado no Réveillon 2027 de Cabo Frio

redacao

redacao

O Rebate é um site localizado em Macaé, mas de olho em tudo o que acontece no Estado do Rio, no Brasil e no mundo.

CONTATO

E-mail:
[email protected]

Conheça O Rebate

EDITORIAS

  • Brasil
  • Cidades
  • Concurso
  • Cultura
  • Economia
  • Esporte
  • Internacional
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Sonhos
  • Tecnologia
  • TVIU!

Criação Web Tchê Digital

Nada encontrado
Ver todos os resultados
  • Saúde
  • Tecnologia
  • Cultura
  • TVIU!
  • Brasil
  • Cidades

Criação Web Tchê Digital