Sonora Brasil 2026 celebra música afro-indígena com turnê por 15 estados

Festival do Sesc destaca artistas históricos e contemporâneos, promovendo ancestralidade, resistência e novas linguagens musicais.

O Sonora Brasil 2026 apresenta artistas afro-indígenas em turnê por 15 estados, com shows e série documental, valorizando a música como patrimônio cultural e resistência ancestral.

Imagem: Lucas Aldi/Divulgação

O Sesc anunciou a 28ª edição do Sonora Brasil, festival dedicado à música brasileira, que este ano terá uma turnê nacional destacando artistas e grupos afro-indígenas, históricos e contemporâneos.

Os shows percorrerão 15 estados, com lançamento previsto para junho, em Santarém (PA), e apresentações programadas até dezembro.

O festival oferece ao público uma imersão nas expressões musicais afro-indígenas, reconhecidas como patrimônio vivo e em constante transformação.

O evento ressalta que essas tradições atravessam gerações, resistem a apagamentos e, ao mesmo tempo, dialogam com novas linguagens, tecnologias e estéticas contemporâneas.

Entre os destaques está o músico indígena pernambucano Gean Ramos Pankararu, que conecta ancestralidade indígena e negra em seu trabalho.

Gean começou a relação com a música na infância, influenciado pelos pais, e depois de experiências em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e João Pessoa, retornou ao território Pankararu em 2008, criando composições que refletem a cultura e a vivência de seu povo.

Para ele, a música é um instrumento de luta, resistência e conscientização sobre a presença indígena na contemporaneidade.

Desde 1998, o Sonora Brasil promove a difusão da música e das manifestações culturais do país, com foco na formação de público e no reconhecimento da diversidade cultural. Nesta edição, cada artista ou grupo realizará entre 30 e 40 apresentações pelo país.

Entre os participantes estão o Suraras do Tapajós (PA), primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas; o Cabokaji (BA), que mistura influências indígenas e afro-brasileiras com ritmos eletrônicos; e o Nderé Oblé, que reúne músicos do Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Costa do Marfim, conectando ancestralidade e futuro.

O tema da edição, “Encontros, Tempos e Territórios”, aborda por meio da música questões ligadas a territórios, crenças, modos de vida e referências africanas.

Além dos shows, o festival também produziu uma série documental disponibilizada gratuitamente pelo SescTV no site Sesc Digital.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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