O Agente Secreto vence Globo de Ouro e Kleber Mendonça Filho critica ex-presidente Bolsonaro

Diretor pernambucano destaca importância do cinema como ferramenta de reflexão social e política.

O Agente Secreto vence Globo de Ouro e fortalece cinema brasileiro no cenário internacional

📸 Gshow / Instagram

O cineasta Kleber Mendonça Filho utilizou a vitória de O Agente Secreto como Melhor Filme em Língua Não Inglesa no Globo de Ouro 2026 para criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro e destacar o papel do cinema na sociedade. Durante entrevista após a cerimônia, realizada em Los Angeles, Mendonça Filho chamou Bolsonaro de “epicamente irresponsável” e comentou a guinada política de direita que o Brasil viveu na última década.

“O ex-presidente está agora preso e não liderou o país como deveria. O cinema é uma forma de expressar queixas e reflexões sobre a sociedade em que vivemos”, afirmou o diretor pernambucano, ressaltando o potencial da arte cinematográfica de gerar debates e conscientização.

Mendonça Filho também direcionou um recado aos jovens cineastas dos Estados Unidos, incentivando-os a usar a tecnologia para contar histórias relevantes sobre a sociedade americana.

Kleber Mendonça Filho critica Bolsonaro após vitória de O Agente Secreto no Globo de Ouro

“Este é um momento excelente para se expressarem. Há muito a ser dito sobre o que acontece em nossas comunidades, e é isso que quero ver nos próximos filmes”, afirmou.

O diretor ainda recomendou aos cineastas brasileiros iniciantes que contem histórias sobre o país. Segundo ele, a repercussão internacional de O Agente Secreto mostra que, ao falar da própria realidade, é possível alcançar audiências em todo o mundo.

Além do prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, o Brasil comemorou mais um troféu: Wagner Moura, protagonista do longa, venceu como Melhor Ator em Filme de Drama, tornando-se o primeiro brasileiro a conquistar a categoria no Globo de Ouro.

A vitória de O Agente Secreto consolida a relevância do cinema brasileiro no cenário internacional, reforçando a importância de obras que abordam temas sociais, políticos e históricos, e incentivando novos realizadores a contar histórias do país para o mundo.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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