Museu Nacional reabre parcialmente com exposição “Entre Gigantes”, sete anos após incêndio

Com entrada gratuita, reabertura marca início da nova fase do museu e apresenta esqueleto gigante de baleia e o meteorito Bendegó.

Após sete anos do incêndio, o Museu Nacional reabre parte do palácio com a exposição “Entre Gigantes”. Visitantes podem ver o esqueleto de uma baleia cachalote e o meteorito Bendegó. Entrada gratuita.

Imagem: Agência Brasil

Sete anos após o incêndio que devastou seu acervo histórico, o Museu Nacional voltou a receber visitantes nesta segunda-feira (30), com a abertura da mostra “Entre Gigantes”, uma exposição temporária que simboliza o renascimento da instituição. A entrada é gratuita neste primeiro momento.

A reabertura parcial acontece no palácio histórico da Quinta da Boa Vista, na zona norte do Rio. Um dos destaques é o meteorito Bendegó, uma das poucas peças que resistiram ao incêndio de 2018. Também chama atenção o novo esqueleto de baleia cachalote, com 16 metros de comprimento, o maior em exibição na América do Sul. O público poderá inclusive participar da escolha do nome da peça.

“Esse momento representa a soma de anos de esforço coletivo da comunidade acadêmica e científica para reconstruir o Museu Nacional”, afirmou Andréa Costa, vice-diretora da instituição.

Obras avançam e reconstrução continua

A reabertura simbólica ocorre enquanto seguem as obras de restauração do palácio, orçadas em R$ 516 milhões. Até agora, R$ 347 milhões já foram captados junto a órgãos públicos e empresas privadas, com destaque para os R$ 100 milhões repassados pelo BNDES.

O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o governo federal garantirá o valor restante. A meta é concluir a obra e devolver à sociedade um museu moderno e fiel à sua história.

“O Museu Nacional é um símbolo da ciência e da cultura brasileira. E vamos reerguê-lo por completo”, destacou o ministro.

Segundo a UFRJ, responsável pelo museu, já foram restauradas 75% das fachadas e 80% dos telhados, preservando os elementos arquitetônicos do antigo Palácio de São Cristóvão, que foi residência da família real no Brasil.

Centro de ciência, ensino e cultura

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, lembrou que o Museu Nacional vai além das exposições. É também um centro de pesquisa e formação acadêmica com relevância internacional.

“Essa reabertura fortalece o nosso compromisso com a educação, a ciência e a memória cultural do país”, disse Medronho.

Uma nova etapa com “Entre Gigantes”

A exposição marca o início da nova fase do Museu Nacional e representa um reencontro com a sociedade. Mais do que uma mostra, “Entre Gigantes” é um símbolo de superação e esperança, conectando passado, presente e futuro.

A visitação está aberta ao público no palácio da Quinta da Boa Vista, com entrada gratuita. Em breve, novas exposições e áreas restauradas serão entregues.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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