Troca de tiros marca operação contra o Comando Vermelho na Zona Norte do Rio

Ação policial ocorre em diversas comunidades e tem como alvo suspeitos de homicídio e tortura.

Operação na Zona Norte do Rio combate avanço do Comando Vermelho

Imagem: reprodução/X

Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar mobilizou diversas unidades na Zona Norte do Rio de Janeiro na manhã desta quarta-feira (28) com foco no combate a integrantes do Comando Vermelho.

A ação tem como objetivo o cumprimento de mandados judiciais, a recuperação de produtos de roubo e a checagem de informações de inteligência, segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ).

De acordo com informações apuradas, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão e sete de busca e apreensão. As ordens judiciais são direcionadas principalmente a suspeitos de envolvimento na tortura e morte de um jovem ocorrida no ano passado, na comunidade do Ipase, localizada em Vila Kosmos, na região do Irajá.

Além do Ipase, a operação acontece em outras localidades da Zona Norte, incluindo Juramentinho, Trem, Fé e Sereno, áreas que integram o Complexo da Penha. Moradores relataram intensa movimentação policial e troca de tiros ao longo da manhã. Em alguns pontos, barricadas foram incendiadas durante a ofensiva.

Até o momento, não há registro oficial de feridos. Pelo menos um suspeito foi detido durante a ação, segundo informações preliminares divulgadas pelas forças de segurança.

As investigações são conduzidas pela 27ª Delegacia de Polícia (Vicente de Carvalho) e indicam que o Comando Vermelho atua de forma armada na região, com envolvimento em crimes como tráfico de drogas, roubos e homicídios. Segundo os investigadores, os criminosos disputam o controle territorial com outras facções e mantêm o domínio por meio da intimidação de moradores e da instalação de barricadas e outros obstáculos em vias públicas.

O crime ocorrido na comunidade do Ipase é tratado como um dos principais focos da operação. De acordo com a apuração policial, o caso é classificado como uma execução com características de punição exemplar, utilizada pela facção para impor controle e espalhar medo na região.

Participam da ofensiva equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e policiais militares de unidades especializadas, como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Choque e o Grupamento de Salvamento e Resgate.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento e que novas prisões podem ocorrer ao longo do dia.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile