Tecnologia brasileira chega ao BRT do Rio com testes de ônibus elétrico sustentável

Veículo silencioso e sem emissão de poluentes passa a transportar passageiros em operação piloto.

BRT do Rio inicia testes com ônibus elétrico nacional e acelera transição para transporte sustentável

📸 Reprodução / Divulgação

O sistema BRT do Rio de Janeiro iniciou uma nova etapa de modernização do transporte público com os testes de um ônibus elétrico desenvolvido integralmente no Brasil. O veículo, fabricado pela empresa Eletra, começou a operar em caráter experimental nos corredores exclusivos da cidade dentro do programa de avaliação tecnológica coordenado pela Secretaria Municipal de Transportes e pela Mobi-Rio.

Produzido em São Bernardo do Campo, em São Paulo, o modelo representa um avanço na estratégia de redução das emissões de carbono e na busca por alternativas mais sustentáveis para a mobilidade urbana.

A iniciativa faz parte do plano da prefeitura para substituir gradualmente veículos movidos a combustíveis fósseis por soluções elétricas, alinhadas às metas ambientais e às tendências internacionais de transporte limpo.

Segundo a fabricante, o ônibus foi desenvolvido com tecnologia nacional e adaptado às condições operacionais do Rio de Janeiro, considerado um dos sistemas de BRT mais exigentes do país devido ao clima quente, alta demanda diária e longos trajetos urbanos.

📸 Reprodução / Divulgação

O modelo utiliza chassi Mercedes-Benz, carroceria Caio e sistema elétrico com motores e baterias produzidos pela WEG, formando um conjunto industrial majoritariamente brasileiro.

Entre os diferenciais técnicos estão a autonomia de até 300 quilômetros por recarga e o tempo de carregamento estimado entre três e quatro horas, permitindo operação diária com menor impacto ambiental.

Para os passageiros, a experiência de viagem também muda. O ônibus elétrico opera praticamente sem ruído e conta com piso baixo para facilitar o acesso, entradas USB para carregamento de celulares e vidros com proteção contra raios ultravioleta.

A fase de testes inclui avaliação de desempenho, consumo energético, adaptação à rotina operacional e aceitação dos usuários. O período experimental segue até 30 de abril de 2026.

Outro fator considerado estratégico é o acesso a financiamentos públicos voltados à mobilidade sustentável. Por possuir fabricação nacional, o modelo pode ser enquadrado em linhas de crédito do BNDES, reduzindo custos para futuras aquisições pelo município.

A expectativa é que os resultados obtidos durante os testes ajudem a definir os próximos passos da eletrificação do transporte coletivo no Rio de Janeiro, ampliando a presença de veículos menos poluentes e mais eficientes na cidade.

*Da Agência: Fonte Exclusiva

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