Projeto em escola de Macaé usa literatura e arte para discutir violência contra a mulher

Estudantes do 9º ano da Escola Municipal Olga Benário Prestes apresentam o Café Literário “Viva a Mulher!” em setembro.

Projeto Café Literário “Viva a Mulher!” reúne estudantes de Macaé para discutir violência contra a mulher, feminicídio e conquistas femininas por meio da arte e da literatura.

Imagem: Divulgação

A literatura e a arte vão ganhar espaço em Macaé como instrumentos para discutir a realidade das mulheres e refletir sobre questões sociais. Estudantes do 9º ano da Escola Municipal Olga Benário Prestes, no bairro Barreto, participam do projeto Café Literário: “Viva a Mulher!”, desenvolvido pelo professor Antônio José Cardoso.

A apresentação será realizada no dia 23 de setembro, às 9h, no teatro do Sindipetro-NF. A atividade pretende levar ao público uma reflexão sobre a violência contra as mulheres, os casos de feminicídio e, ao mesmo tempo, as conquistas e transformações alcançadas pelas mulheres ao longo da história.

Literatura ganha espaço na discussão social

O Café Literário foi criado com a proposta de aproximar os estudantes da leitura e da produção escrita por meio de diferentes formas de expressão artística.

Segundo o professor Antônio José, responsável pela iniciativa, cada edição do projeto trabalha um tema diferente. Ao longo dos anos, os alunos já tiveram contato com assuntos relacionados às áreas ambiental, cultural e social.

A ideia é fazer com que os estudantes não apenas estudem determinado assunto, mas também encontrem na literatura e na arte maneiras de expressar suas opiniões e compreender melhor questões que fazem parte do cotidiano.

Para 2026, o tema escolhido foi “Viva a Mulher!”.

Projeto aborda violência e conquistas femininas

A apresentação deste ano terá como um dos principais focos a violência de gênero. Os estudantes deverão abordar situações de violência contra as mulheres e o feminicídio, além de discutir a importância de combater esse tipo de crime.

Mas a proposta não se limita à violência.

O projeto também pretende destacar mudanças sociais e conquistas obtidas pelas mulheres ao longo do tempo, valorizando a participação feminina em diferentes áreas e as contribuições que ajudaram a transformar a sociedade.

O próprio nome da edição foi escolhido com esse propósito. De acordo com o professor, a palavra “Viva” representa uma ideia de celebração e afirmação da mulher.

Estudantes serão protagonistas

A apresentação será construída e protagonizada pelos próprios alunos do 9º ano. A expectativa é que o trabalho permita aos estudantes desenvolverem não apenas habilidades relacionadas à leitura e à escrita, mas também a capacidade de analisar criticamente problemas sociais.

Ao transformar um tema de relevância social em uma produção artística, o projeto busca criar um espaço para reflexão e diálogo dentro e fora da escola.

A iniciativa também reforça o papel da educação na discussão de temas que ultrapassam os conteúdos tradicionais da sala de aula.

Trabalho será apresentado na EXPOCIT

O projeto também terá a oportunidade de chegar a um público maior durante a Exposição de Ciência, Inovação, Tecnologia e Cultura (EXPOCIT), promovida anualmente pelo Instituto Federal Fluminense (IFF) Macaé.

Os estudantes poderão apresentar o resultado do trabalho no evento, que reúne projetos e atividades relacionados à ciência, tecnologia, inovação e cultura.

A participação amplia a experiência dos alunos e mostra como a literatura e as manifestações artísticas podem ser utilizadas dentro do ambiente escolar para discutir problemas atuais e estimular a participação dos jovens na sociedade.

Com o “Viva a Mulher!”, o Café Literário pretende unir educação, cultura e reflexão social, dando aos estudantes a oportunidade de transformar pesquisa e conhecimento em uma apresentação artística sobre um tema que continua presente na realidade brasileira.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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