Professores de São Paulo anunciam paralisação de dois dias por reajuste e mudanças na educação

Mobilização cobra valorização da carreira, cumprimento do piso nacional e rejeição a projeto de reforma administrativa.

Professores da rede estadual de São Paulo farão paralisação de dois dias em defesa de reajuste salarial, melhores condições de trabalho e mudanças nas políticas educacionais.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Professores da rede estadual de São Paulo decidiram realizar uma paralisação de 48 horas nesta quinta e sexta-feira (9 e 10).

A mobilização foi convocada pela Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo como forma de pressionar o governo por avanços salariais e alterações nas políticas educacionais vigentes.

Entre as principais reivindicações da categoria estão o reajuste salarial, a adoção do Piso Nacional do Magistério como base da carreira e a valorização profissional, além de melhorias nas condições de trabalho nas escolas públicas.

Os docentes também pedem a retirada do Projeto de Lei 1316, que trata de mudanças administrativas na área da educação, e a revisão do atual modelo de avaliação de desempenho, considerado inadequado por representantes da categoria.

Outras demandas incluem a ampliação da oferta de turmas no ensino regular, na Educação de Jovens e Adultos (EJA), especialmente no período noturno, e o fortalecimento da educação especial inclusiva, com foco no atendimento de estudantes com deficiência e necessidades específicas.

A paralisação faz parte da campanha salarial iniciada após deliberação em assembleia da categoria e dá continuidade a uma série de mobilizações recentes.

Entre os pontos defendidos também está a devolução de valores descontados de professores aposentados.

O movimento ainda reivindica o cumprimento da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê a equiparação dos salários dos professores da educação básica com os de outros profissionais com nível superior.

Outro aspecto criticado pelos docentes é a chamada “plataformização do ensino”, relacionada ao uso crescente de ferramentas digitais de empresas privadas nas atividades pedagógicas.

Uma nova assembleia está marcada para sexta-feira (10), às 16h, no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, na Avenida Paulista.

No encontro, a categoria deverá avaliar os rumos do movimento e definir possíveis novas ações.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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