Polícia prende vizinho suspeito de abusar de criança no interior do RJ

Caso em Casimiro de Abreu também investiga possível participação da mãe.

Homem de 62 anos é preso por estupro de vulnerável em Casimiro de Abreu. Polícia investiga participação da mãe e possível existência de outras vítimas.

Homem de 62 anos foi preso nesta quinta-feira (9) em Casimiro de Abreu, suspeito de cometer os abusos. Imagem: Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga uma série de abusos sexuais contra uma menina de 10 anos em Casimiro de Abreu, na Região dos Lagos.

Um homem de 62 anos, vizinho da vítima, foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Ele é suspeito de cometer os crimes dentro da própria residência, onde a criança era enviada para buscar alimentos a pedido da mãe, que também passou a ser investigada.

De acordo com a delegada Carla Tavares, responsável pelo caso, a vítima relatou que era orientada pela mãe a ir até a casa do suspeito, especialmente quando ele estivesse sozinho. A linha de investigação aponta que a mulher pode ter tido conhecimento dos abusos.

Exames periciais confirmaram a ocorrência de violência sexual. As investigações também reuniram provas como conversas extraídas de um aparelho celular, além de documentação médica que reforça os indícios do crime.

Segundo a Polícia Civil, os abusos teriam ocorrido nos dias 15 e 16 de março. O caso foi descoberto no dia 20, quando o suspeito foi até a escola onde a criança estuda. Funcionários desconfiaram da presença dele e acionaram a Ronda Escolar da Guarda Municipal.

O homem foi levado à delegacia, enquanto a criança foi encaminhada para exame de corpo de delito. A partir disso, a investigação foi aprofundada.

Ainda conforme apurado, a mãe da vítima é dependente química, não possui emprego e, segundo a polícia, utilizava a filha como forma de obter alimentos e outros itens do suspeito.

O acusado foi localizado e preso no bairro Jardim Aparecida. Ele vai responder pelo crime de estupro de vulnerável. A Polícia Civil não descarta a existência de outras possíveis vítimas.

O caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar, e as autoridades reforçam o pedido para que qualquer informação que possa contribuir com as investigações seja comunicada.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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