Paciente cobra explicações após lesões identificadas depois de cesariana

Secretaria de Saúde de Arraial do Cabo afirma que situação é rara e está sob análise.

Caso de suposta queimadura após cesariana é investigado em Arraial do Cabo

📸 Reprodução / Divulgação

Quase um mês após afirmar ter sofrido queimaduras nas costas depois de uma cesariana no Hospital Geral de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio, a paciente Jéssica Carvalhães relata que não recebeu auxílio nem foi procurada pela prefeitura para esclarecimentos sobre o caso.

Segundo Jéssica, o parto foi realizado no dia 4 de janeiro, após ela dar entrada na unidade com quadro de pressão alta. Após o procedimento cirúrgico, a paciente foi encaminhada ao Centro de Terapia Intensiva (CTI).

De acordo com o relato, no dia seguinte à cirurgia, ela começou a sentir forte ardência nas costas e comunicou a equipe de enfermagem. Durante o banho no leito, teriam sido identificadas bolhas na região. O médico responsável pelo CTI foi informado, mas, conforme a paciente, nenhuma medida imediata foi adotada naquele momento.

Ainda segundo Jéssica, diante das dores, um médico e uma obstetra decidiram transferi-la para a maternidade. No setor, as lesões foram avaliadas e, inicialmente, houve suspeita de herpes. A paciente afirma que foi orientada a evitar contato com o recém-nascido e a não amamentar, além de ter permanecido isolada.

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No dia seguinte, outra médica e a pediatra descartaram a hipótese de herpes e passaram a tratar as lesões como queimaduras, com prescrição de pomadas e antibióticos.

A paciente diz que, até o momento, não recebeu explicações sobre a possível causa das lesões e que não houve acompanhamento ou contato posterior por parte da administração municipal.

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde de Arraial do Cabo informou, em nota anterior, que tem conhecimento do caso e que a situação foi encaminhada à direção da unidade para apuração detalhada.

Segundo a pasta, durante o procedimento cirúrgico foram utilizados equipamentos adequados a cirurgias com bisturi elétrico, conforme protocolos técnicos. A secretaria acrescentou que, embora incomuns, podem ocorrer intercorrências associadas a esse tipo de procedimento, provocadas por diferentes fatores, incluindo características da pele.

A administração municipal afirmou ainda que a paciente recebeu assistência imediata, acompanhamento clínico contínuo e teve alta apenas após avaliação médica. De acordo com a secretaria, atualmente ela segue sendo acompanhada pelo posto de saúde de referência no município.

A pasta também informou que não há registro de reclamação formal ou denúncia da paciente junto à Ouvidoria ou aos canais oficiais da rede municipal de saúde.

Da Agência Fonte Exclusiva

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