O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, foi transferido para uma cela coletiva na Penitenciária Dr. Serrano Neves, mais conhecida como Bangu 3, no Rio de Janeiro. A nova galeria onde está detido abriga integrantes da facção Comando Vermelho (CV). Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), a mudança segue critérios técnicos e é um procedimento padrão da gestão prisional.
Na semana passada, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e tornou réus Oruam e Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira por tentativa de homicídio qualificado. A acusação refere-se a um ataque contra o delegado Moysés Santana Gomes e o oficial de cartório Alexandre Alvez Ferraz, ocorrido durante uma operação policial no bairro do Joá, Zona Oeste do Rio, no dia 21 de julho.
Na ocasião, os policiais civis cumpriam mandado de busca e apreensão contra um adolescente e afirmaram que foram recebidos com pedradas e agressões verbais. Um dos agentes foi ferido, e veículos descaracterizados foram danificados. A perícia constatou que algumas das pedras arremessadas pesavam até 4,85 kg e foram lançadas de uma altura de 4,5 metros, representando risco real de morte.
Além da tentativa de homicídio, o MP denunciou Oruam por lesão corporal, tentativa de lesão corporal, resistência com violência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio público. As acusações foram apresentadas em duas ações penais distintas por diferentes promotorias do MP. Oruam e outros três homens — entre eles, Willyam — teriam tentado impedir a ação policial, usando ameaças e violência. Durante a confusão, o rapper teria declarado ser filho de Marcinho VP, um dos principais líderes do Comando Vermelho, preso desde 1996. A defesa de Oruam nega qualquer ligação com a facção criminosa, alegando criminalização por seu estilo musical e parentesco.
A defesa do rapper também contestou a versão policial, alegando abuso de autoridade e afirmando que não foram encontradas drogas ou itens ilícitos na residência durante a operação. Apesar disso, a Polícia Civil informou que Oruam também é investigado por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
O artista se entregou à polícia em 22 de julho e permanece detido em Bangu 3, sob investigação e respondendo judicialmente pelos crimes atribuídos a ele.
Da Agência Fonte Exclusiva.
