A Prefeitura de Rio das Ostras intensificou a pressão contra a concessionária Rio+ Saneamento após sucessivos problemas no sistema de esgotamento sanitário do município. A administração municipal acusa a empresa de falhas recorrentes na prestação do serviço e de provocar impactos ambientais na cidade.
A situação ganhou novos desdobramentos nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, quando o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Rio das Ostras encaminhou um ofício à Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro denunciando problemas considerados graves no sistema operado pela concessionária.
O documento aponta que falhas operacionais teriam causado o transbordamento de esgoto in natura na Rua Itaperuna, no bairro Jardim Mariléia. Segundo o município, o vazamento atingiu a rede de drenagem pluvial e se espalhou pela via pública, provocando transtornos para moradores, comerciantes e motoristas que transitam pela região.
Além de interromper o tráfego local, o extravasamento teria danificado o pavimento e exposto a população a riscos sanitários. Para a prefeitura, o episódio representa um problema ambiental grave e exige atuação imediata dos órgãos reguladores.
De acordo com o SAAE-RO, antes da concessão atual a rede coletora da região já existia e passava por manutenção preventiva periódica. Segundo o órgão municipal, esse tipo de procedimento reduzia significativamente a ocorrência de extravasamentos.
A administração municipal afirma que, atualmente, a concessionária tem adotado principalmente ações corretivas, que muitas vezes não resolvem o problema de forma definitiva. O município também declarou que já realizou diversas convocações e reuniões com representantes da empresa para buscar soluções, mas os resultados teriam sido considerados insuficientes.
Diante do cenário, a prefeitura solicitou que a Agenersa intensifique a fiscalização sobre o contrato de concessão e determine medidas para garantir a normalização do serviço.
Paralelamente, o poder público municipal informou que outras medidas administrativas estão sendo adotadas. A concessionária pode ser alvo de multas e sanções por parte da própria prefeitura.
A empresa também está sob análise de outros órgãos municipais. O Procon avalia possíveis violações aos direitos dos consumidores, enquanto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente apura os impactos ambientais causados pelos vazamentos registrados.
A prefeitura afirma que continuará monitorando a situação e que novas medidas poderão ser tomadas caso os problemas no sistema de saneamento não sejam resolvidos rapidamente.
*Da Agência Fonte Exclusiva
