Mulheres vítimas de feminicídio no Grande Rio em 2025 foram atingidas por policiais e agentes de segurança

Levantamento do Instituto Fogo Cruzado mostra aumento histórico de crimes cometidos por policiais e outros agentes de segurança no estado do Rio de Janeiro.

Feminicídio no Grande Rio: agentes de segurança são autores de quase metade dos casos em 2025

Feminicídio no Grande Rio: agentes de segurança são autores de quase metade dos casos em 2025. Imagem: Ilustração/canvas

Em 2025, a região metropolitana do Rio de Janeiro registrou um aumento preocupante no número de feminicídios e tentativas cometidos por agentes de segurança, segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado.

Até o momento, 19 mulheres sofreram feminicídio ou foram vítimas de tentativa, e nove delas tiveram policiais ou outros agentes de segurança como autores, o que equivale a 47% do total.

Entre os casos deste ano, destaca-se o de Jaqueline Rafaela, de 51 anos, morta pelo marido, sargento da Polícia Militar, em sua residência na favela do Terreirão, Recreio dos Bandeirantes. Segundo relatos, o crime foi motivado por ciúmes, com pelo menos cinco disparos contra a vítima.

Infográfico sobre violência contra mulheres no Brasil (2024-2025)

O levantamento histórico do Instituto mostra que desde 2017, 26 mulheres foram vítimas de crimes similares cometidos por agentes de segurança, sendo 17 mortas. O ano de 2025 registra o maior número de casos em um único ano, superando registros de anos anteriores, como 2023 (seis vítimas) e 2024 (uma vítima).

O Fogo Cruzado é um instituto que produz dados abertos sobre violência armada, utilizando tecnologia para gerar indicadores inéditos e colaborar com a preservação da vida e fortalecimento da democracia.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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