Motorista e Passageiro de Ônibus São Baleados Durante Megaoperação no Rio

Tiroteio na Avenida Brasil durante ação policial no Complexo de Israel deixa dois feridos e causa transtornos no trânsito.

Motorista e passageiro de ônibus ficaram feridos após tiroteio durante megaoperação da Polícia Civil no Complexo de Israel, no Rio. Saiba os detalhes da ação e os impactos na cidade.

Imagem: print de vídeo

Um motorista e um passageiro de ônibus ficaram feridos após um tiroteio na Avenida Brasil, na manhã desta terça-feira (10), durante uma megaoperação da Polícia Civil no Complexo de Israel, na zona norte do Rio de Janeiro. Os dois foram atingidos por disparos por volta das 7h e encaminhados a hospitais, onde se encontram em estado estável.

De acordo com Rebecca Wellen, advogada das empresas de transporte Novanil e Evanil, o motorista Marcelo Silva Marques, da linha 405T (Nova Iguaçu/Barra da Tijuca), foi baleado dentro do coletivo e socorrido no Hospital Adão Pereira Nunes. Já o passageiro João (nome parcialmente divulgado), que estava em um ônibus da linha 442B (Cabuçu), também foi atingido e levado para atendimento médico.

Megaoperação no Complexo de Israel

A ação policial, deflagrada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) com apoio de outras unidades, tinha como objetivo cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), facção liderada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, considerado um dos traficantes mais perigosos do estado.

Até as 8h52, a polícia confirmou:

Impacto no Trânsito e Alerta do COR-Rio

Devido ao confronto, o Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) ativou o estágio 2 de alerta, indicando risco de ocorrências de alto impacto. Trechos da Avenida Brasil e da Linha Vermelha foram fechados nos dois sentidos, próximo a Vigário Geral, causando caos no tráfego durante a manhã.

Megaoperação contra o TCP paralisa o Rio e revela estrutura de facção liderada por “Peixão”

Uma megaoperação policial deflagrada nesta terça-feira, 10, no Complexo de Israel, zona norte do Rio de Janeiro, causou um colapso na mobilidade urbana e expôs a força bélica e o poder territorial da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio de unidades especializadas e distritais, a ação visa cumprir mandados de prisão e de busca contra integrantes da quadrilha liderada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”.

Cidade em alerta e vias paralisadas

Logo nas primeiras horas da manhã, o município entrou em estágio 2 de alerta, segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura (COR-Rio), diante do risco de impactos graves. A operação obrigou o fechamento total da Avenida Brasil e da Linha Vermelha, em ambos os sentidos, principalmente na altura de Vigário Geral. Isso resultou em um verdadeiro nó no trânsito carioca, com longos congestionamentos desde Barros Filho até Cidade Alta.

Facção armada e estruturada

As investigações revelam que o TCP opera como uma verdadeira milícia paramilitar, com divisão de tarefas, armamento pesado e uso estratégico de pontos de observação. Peixão, descrito pela polícia como um dos traficantes mais perigosos do Estado, consolidou seu domínio com uma retórica fundamentada em um discurso religioso radical, impondo autoridade nas comunidades de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau.

Um dos braços da facção seria responsável por monitorar a movimentação policial, queimar ônibus e simular protestos para dificultar a ação das forças de segurança — tática similar ao uso de cortinas de fumaça em campos de batalha para desorientar o inimigo. Outro núcleo se especializou em abater aeronaves policiais, utilizando armamento de guerra e treinamento militar.

Medidas de desarticulação

Além de prisões, a operação prevê a apreensão de armas, drogas, rádios comunicadores, celulares e documentos. Duas construções irregulares, usadas como abrigo e postos de ataque pelos criminosos, serão demolidas por ordem judicial, numa tentativa de desarticular a rede de defesa da facção.

A megaoperação conta com a participação de agentes da Core e de diversas delegacias da capital, Baixada Fluminense e interior do estado. Segundo a polícia, o objetivo é não apenas sufocar as atividades do TCP, mas também enviar um recado claro sobre o comprometimento do Estado com o enfrentamento ao crime organizado.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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