Os alagamentos voltaram a gerar reclamações de moradores do bairro Guarani, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Na manhã deste sábado (17), moradores fecharam a Rua Marques Deolino, na altura da Avenida América Central, para cobrar providências do poder público diante dos transtornos provocados pelo acúmulo de água.
Segundo os manifestantes, os alagamentos dificultam a circulação de veículos e pedestres e chegam a invadir residências, aumentando a preocupação das famílias. Os moradores afirmam que o problema é antigo e se agrava durante períodos de chuva intensa.
A situação também prejudica comerciantes da região, que enfrentam dificuldades para manter os estabelecimentos abertos e garantir a renda.
“Esse problema já vem de muito tempo. Mas cada vez que a chuva vem mais forte, tudo piora. São casas, são famílias, comércios que dependem de estar aberto para levar o sustento pra casa. E com essa condição da nossa rua completamente alagada, tudo isso fica inviável. É um verdadeiro descaso”, relatou um morador.
Prefeitura aponta problemas no sistema de drenagem
Em nota, a Prefeitura de Cabo Frio informou que a melhoria da drenagem no bairro é uma prioridade. Segundo a administração municipal, equipes realizam serviços de limpeza de bueiros, desobstrução e manutenção da rede para facilitar o escoamento da água da chuva.
O município também atribuiu parte das dificuldades ao funcionamento das bombas de drenagem da concessionária Prolagos, que, de acordo com a Prefeitura, estaria prejudicando o desempenho do sistema.
A administração municipal afirmou ainda que fiscaliza os serviços prestados pela concessionária e mantém diálogo com os moradores para identificar os pontos mais afetados pelos alagamentos.
Prolagos envia equipe para auxiliar no escoamento
Em comunicado, a Prolagos informou que enviou uma equipe técnica e um caminhão de sucção para auxiliar o município na recuperação do sistema de drenagem e no escoamento da água acumulada.
O protesto dos moradores busca chamar a atenção para a necessidade de medidas que reduzam os alagamentos recorrentes no Guarani. A população cobra soluções capazes de diminuir os prejuízos às residências, aos estabelecimentos comerciais e à circulação de pessoas e veículos.
*Da Agência Fonte Exclusiva
