Marinha revela onde rebocador encalhado teria tocado fundo em Macaé

Comunicado aponta fundo de pedra próximo à Pedra do Pescador e afasta versões sobre outros pontos da costa.

Acidente com Skandi Amazonas em Macaé tem novo esclarecimento da Marinha sobre local do impacto.

🎥Reprodução/Internet

A Marinha do Brasil apresentou um novo dado considerado importante para a investigação do acidente envolvendo o rebocador Skandi Amazonas, que segue encalhado na Praia Campista, em Macaé, no Norte Fluminense. Segundo comunicado do órgão, a embarcação teria tocado em um fundo de pedra nas proximidades da Pedra do Pescador.

A informação muda o foco das apurações sobre a dinâmica do encalhe. Após o acidente, circularam versões de que o impacto poderia ter ocorrido na Pedra da Mula ou na Pedra do Moleque. A Marinha, no entanto, esclareceu que essas duas formações são áreas conhecidas, cartografadas e registradas nas cartas náuticas utilizadas por embarcações que navegam pela região.

O esclarecimento é relevante porque pode ajudar a definir com mais precisão a rota seguida pelo rebocador antes do encalhe e quais fatores contribuíram para o acidente. A apuração deverá avaliar se houve falha operacional, erro de navegação, influência das condições do mar ou outro elemento determinante.

Outro ponto destacado pela Marinha envolve a sinalização náutica. De acordo com o órgão, os sinais físicos instalados na Pedra da Mula e na Pedra do Moleque estavam temporariamente fora de operação para manutenção desde abril. Apesar disso, a indisponibilidade dos equipamentos teria sido comunicada oficialmente por meio de Avisos-Rádio Náuticos, instrumento usado para alertar navegadores sobre alterações, restrições e riscos à navegação.

O Skandi Amazonas encalhou na noite de sexta-feira, 15 de maio, nas proximidades da Praia Campista. A embarcação é do tipo AHTS, usada em operações de apoio offshore, especialmente em atividades de ancoragem submarina e suporte a plataformas no setor de óleo e gás.

A DOF, empresa responsável pelo navio, informou que a embarcação permaneceu estável após o incidente, sem risco às pessoas, sob monitoramento contínuo e sem indícios de danos ambientais nas primeiras avaliações divulgadas. A companhia também comunicou que mobilizou recursos adicionais para reforçar a resposta a qualquer eventual vazamento de óleo no mar.

Embarcações de apoio foram posicionadas próximas ao local para auxiliar as equipes técnicas responsáveis pelo planejamento da operação de reflutuação. O procedimento exige análise de engenharia para que a retirada ocorra de forma segura, controlada e sem ampliar riscos para trabalhadores, navegação e meio ambiente.

Segundo a empresa, 17 trabalhadores permaneceram a bordo para garantir a segurança das avaliações e das futuras manobras. Outros 12 profissionais, considerados não essenciais para a operação de contingência, foram desembarcados em segurança. A DOF informou ainda que criou uma comissão interna para apurar as causas do acidente.

A Capitania dos Portos de Macaé acompanha o caso e instaurou procedimento para investigar as circunstâncias do encalhe. Até a conclusão oficial, a Marinha evita atribuir responsabilidades definitivas.

O episódio chamou a atenção de moradores, banhistas e curiosos que passam pela orla de Macaé. Imagens feitas após o acidente mostram o rebocador exposto à ação do mar, principalmente em períodos de ressaca. A situação aumentou a preocupação com possíveis danos estruturais à embarcação e eventuais impactos ambientais.

O Skandi Amazonas é uma embarcação de grande porte. De acordo com informações técnicas do estaleiro Vard, o navio tem 95 metros de comprimento e 24 metros de boca. A embarcação foi entregue à DOF em dezembro de 2011 e integra a frota usada em operações complexas de apoio marítimo.

Enquanto a retirada não é concluída, o caso segue sob monitoramento. A prioridade das autoridades e da empresa responsável é garantir uma operação segura, sem prejuízo à tripulação, à navegação e ao meio ambiente. O resultado da investigação da Marinha deverá ser decisivo para esclarecer a sequência de eventos que levou o Skandi Amazonas a encalhar na costa de Macaé.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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