Mãe e padrasto são presos após morte de bebê de 8 meses por asfixia em Macaé

Segundo a Polícia Civil, padrasto teria usado travesseiro e cobertor para impedir a respiração da criança; mãe afirmou ter presenciado o episódio

Mãe e padrasto são presos após morte de bebê de 8 meses por asfixia em Macaé. Segundo a Polícia Civil, criança teria sido sufocada com travesseiro e cobertor após chorar.

📸Reprodução/Policia Civil

Um bebê de apenas 8 meses morreu após ser asfixiado dentro de uma residência em Macaé, no Norte Fluminense. A mãe da criança e o padrasto foram presos em flagrante por homicídio. O caso aconteceu no sábado (3), no bairro Lagomar, e está sendo investigado pela 123ª Delegacia de Polícia.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de que o padrasto tenha impedido a respiração do bebê utilizando um travesseiro e um cobertor depois que a criança começou a chorar.

A mãe também foi presa após prestar depoimento. De acordo com os investigadores, ela afirmou ter presenciado o episódio, mas declarou que não tentou impedir a ação porque teria medo de ser agredida pelo companheiro.

Bebê chegou à UPA sem pulso

A criança foi levada por um vizinho até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Lagomar.

De acordo com informações da investigação, o bebê já chegou à unidade sem pulso. A equipe médica realizou o atendimento, mas a criança não resistiu.

A mãe apareceu posteriormente na unidade de saúde e apresentou inicialmente aos policiais a versão de que ela e o filho haviam sido agredidos pelo companheiro.

Durante a avaliação da criança, porém, foram identificadas lesões anteriores espalhadas pelo corpo do bebê. A constatação levou os investigadores a aprofundarem os questionamentos sobre as circunstâncias da morte.

Mãe apresentou outro relato na delegacia

A mulher foi encaminhada à 123ª DP para prestar esclarecimentos e, durante o depoimento, apresentou uma nova versão sobre o que teria acontecido.

Segundo a Polícia Civil, ela relatou que o companheiro impediu a respiração do bebê utilizando um travesseiro e um cobertor durante a tarde de sábado.

O episódio teria ocorrido após a criança começar a chorar.

Ainda conforme o depoimento atribuído à mãe, ela estava presente quando o bebê foi atacado, mas não interveio.

A mulher alegou que tinha medo de também ser agredida pelo companheiro. A Polícia Civil informou que, até aquele momento, não havia sido apresentada comprovação de agressões praticadas contra ela.

Padrasto já teria agredido bebê anteriormente

Outro ponto passou a integrar a investigação.

De acordo com o relato prestado pela mãe, o padrasto já teria praticado outros episódios de violência contra a criança.

As lesões anteriores identificadas no corpo do bebê durante o atendimento médico também passaram a ser consideradas na apuração policial.

Os investigadores trabalham agora para esclarecer a origem dessas marcas, quando teriam ocorrido as agressões anteriores e quem tinha conhecimento da situação.

Padrasto deixou Macaé

Depois de receber as informações sobre a possível dinâmica da morte, policiais civis iniciaram buscas pelo homem.

O suspeito havia deixado Macaé após o episódio.

A partir de um trabalho de inteligência, agentes conseguiram localizá-lo em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

O homem foi preso e encaminhado para os procedimentos policiais.

Mãe também foi presa em flagrante

A mãe da criança também acabou presa em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, os dois foram autuados por homicídio e permaneceram à disposição da Justiça.

A prisão da mulher integra a investigação sobre as circunstâncias da morte e sua conduta diante da agressão relatada aos policiais.

A alegação apresentada por ela, de que não teria interferido por medo de ser atacada pelo companheiro, também deverá ser analisada durante o andamento do caso.

A prisão em flagrante não representa uma condenação. A responsabilidade criminal de cada investigado deverá ser definida pela Justiça após a análise das provas e o exercício do direito de defesa.

Caso é investigado pela 123ª DP

A investigação está sob responsabilidade da 123ª DP de Macaé.

Além de reconstruir os momentos que antecederam a morte, os policiais deverão apurar as informações sobre possíveis agressões anteriores sofridas pela criança.

O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Macaé.

A apuração também deverá reunir depoimentos, documentos médicos e outros elementos que possam esclarecer as circunstâncias da morte.

Até a divulgação das informações iniciais sobre o caso, as defesas dos presos não haviam sido localizadas para comentar as acusações.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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