A Prefeitura de Macaé avançou, nesta sexta-feira, 26, com novas demolições de imóveis no bairro Fronteira, área historicamente afetada pela erosão costeira e por ressacas. A ação faz parte do programa de Retração Planejada, estratégia adotada pelo município para retirar construções localizadas em pontos de alto risco e ampliar a proteção das famílias que vivem na região.
O trabalho é conduzido pela Defesa Civil, com apoio das secretarias municipais de Infraestrutura, Serviços Públicos e Habitação. As equipes atuam de forma integrada para garantir que as demolições ocorram com segurança e sigam o planejamento técnico definido para a área.
A região da Fronteira é considerada uma das mais vulneráveis de Macaé por causa do avanço do mar sobre a faixa costeira. A retirada dos imóveis tem caráter preventivo e busca reduzir a exposição de moradores a riscos de desabamento, acidentes e novos danos provocados por eventos climáticos ou pela continuidade do processo erosivo.
Segundo o secretário de Defesa Civil, Joseferson de Jesus Florêncio, as demolições são necessárias para afastar as moradias dos pontos de maior perigo. Ele destacou que a região sofre há décadas com os efeitos da erosão costeira e que a prioridade do município é preservar vidas.
A Prefeitura informou que mais de 210 famílias já foram retiradas das áreas consideradas de risco. Os moradores foram atendidos por programas como compra assistida de imóveis e aluguel emergencial, alternativas usadas para garantir moradia durante o processo de reorganização urbana.
O cronograma de retirada das construções deve continuar seguindo os estudos técnicos realizados com apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro. De acordo com a Defesa Civil, a execução do planejamento não depende apenas da ocorrência de eventos extremos, já que o objetivo é consolidar uma política permanente de prevenção.
A Retração Planejada é apontada pelo município como uma das principais medidas de adaptação ao avanço do mar em Macaé. A proposta combina estudos científicos, planejamento urbano, segurança pública e proteção social para enfrentar um problema antigo que afeta diretamente a população da Fronteira.
Com a continuidade das ações, a Prefeitura busca reduzir riscos futuros, reorganizar a ocupação em áreas vulneráveis e oferecer mais segurança às famílias impactadas pela erosão costeira.
*Da Agência Fonte Exclusiva
