Uma grande quantidade de organismos semelhantes a larvas foi registrada na margem da Lagoa de Araruama, na Praia do Camerum, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O episódio chamou atenção de moradores e frequentadores após vídeos circularem nas redes sociais mostrando o acúmulo na beira da água.
A situação gerou preocupação imediata entre moradores, principalmente devido ao histórico de questionamentos sobre a qualidade da água na lagoa. Muitos relataram receio de que o fenômeno pudesse estar ligado à poluição, especialmente por esgoto.
O Instituto Estadual do Ambiente informou que a presença desse tipo de organismo pode estar associada a um desequilíbrio ambiental. Segundo o órgão, situações como essa podem ocorrer quando há excesso de matéria orgânica na água, frequentemente relacionado à contaminação por esgoto. No entanto, o instituto ressalta que outras hipóteses também devem ser consideradas antes de uma conclusão definitiva.
Entre as possibilidades estão a decomposição de animais mortos ou resíduos orgânicos acumulados nas margens da lagoa, o que pode favorecer a proliferação desses organismos.
Já a Prefeitura de São Pedro da Aldeia informou que equipes técnicas estiveram no local e identificaram que o caso estaria ligado à decomposição de vísceras de peixes descartadas na área, possivelmente após atividades de limpeza. De acordo com o município, trata-se de um processo natural dentro do ciclo de degradação de matéria orgânica.
A administração municipal também informou que a Secretaria de Serviços Públicos foi acionada para realizar a limpeza da área afetada.
A concessionária responsável pelo saneamento na região, Prolagos, afirmou que não há lançamento de esgoto no ponto onde as imagens foram registradas e que o sistema de coleta e tratamento funciona normalmente.
Mesmo com as explicações, o episódio reacende o debate sobre a preservação da Lagoa de Araruama, considerada uma das mais importantes lagunas do estado. Especialistas apontam que o aumento de matéria orgânica — seja por causas naturais ou humanas — pode impactar diretamente o equilíbrio ecológico, favorecendo episódios como esse.
Moradores cobram monitoramento contínuo e mais transparência sobre a qualidade da água, enquanto aguardam resultados mais detalhados de análises que possam
*Da Agência Fonte Exclusiva
