Homem foragido do Pará por estupro de vulnerável é preso em Rio das Ostras (RJ) 

Ivo Cássio Martins de Souza, acusado de violentar amiga em pousada após uso de álcool e drogas, foi capturado pela 128ª DP em operação coordenada com delegacia do Pará.

Foragido por estupro de vulnerável no Pará é preso em Rio das Ostras após investigações

Foto: Reprodução/Redes Sociais.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou nesta quarta-feira (19) a prisão de Ivo Cássio Martins de Souza, 32 anos, foragido da Justiça do Pará desde 2023 por estupro de vulnerável.

O homem foi capturado pela 128ª Delegacia de Polícia (DP) de Rio das Ostras, em uma operação coordenada com a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Icoaraci, no Pará, após meses de buscas.

Os detalhes do crime

Segundo investigações, o crime ocorreu em 2023, quando Ivo Cássio encontrou uma amiga e um casal de amigos em uma festa no Pará. Após consumo excessivo de álcool e drogas, o grupo se dirigiu a uma pousada, onde o acusado aproveitou-se da vulnerabilidade da vítima para praticar o estupro.

O caso foi registrado sob o número RO 128-02442/2025, e o mandado de prisão foi expedido após a vítima relatar o crime às autoridades. VÍDEO:

A caçada interestadual

De acordo com a delegada titular da 128ª DP, Carla Ferrão, a captura só foi possível após um trabalho intenso de inteligência, que rastreou a movimentação do foragido.

Equipes monitoraram informações sobre seu paradeiro até localizá-lo pedalando uma bicicleta na Rua Noel Rosa, nº 40, no bairro Jardim Campomar, em Rio das Ostras. A prisão ocorreu às 20h30 de terça-feira (18), sem resistência.

Situação atual do acusado

Ivo Cássio foi levado para a 128ª DP, onde aguarda transferência para o sistema prisional do Rio de Janeiro e posterior recambiamento ao Pará.

A DEAM de Icoaraci já foi notificada sobre a prisão, e o processo judicial deve avançar com a devolução do acusado ao estado de origem.

O crime de estupro de vulnerável (previsto no Art. 217-A do Código Penal) é considerado hediondo e não prescreve. A pena pode chegar a 15 anos de prisão.

A operação foi elogiada por demonstrar eficiência na cooperação entre delegacias de estados diferentes, um desafio comum em casos de fugitivos interestaduais.

Outro lado

A defesa de Ivo Cássio ainda não se manifestou. Enquanto isso, autoridades do Pará reforçam a importância da prisão para “garantir justiça à vítima”, conforme declarou um representante da DEAM de Icoaraci.

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