Governo do Rio defende operação ao STF enquanto polícia nega morte de “Japinha do CV”

Corpo atribuído à mulher seria, na verdade, de um homem de 22 anos com dois mandados de prisão; megaoperação deixou 121 mortos.

Polícia desmente morte de “Penélope”, a “musa do crime”, em megaoperação no Rio

Imagem: reprodução/redes sociais

A Polícia Civil do Rio de Janeiro negou, nesta quarta-feira (5), a morte da jovem conhecida como “Japinha do CV”, também chamada de “Penélope” ou “musa do crime”, após a megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão.

De acordo com a corporação, nenhuma mulher morreu durante a ação, contrariando informações divulgadas por diversos veículos de comunicação, como G1, O Globo e outros portais, que noticiaram a morte da jovem. Após o esclarecimento oficial, as reportagens foram corrigidas.

Segundo nota divulgada pela Polícia Civil na terça-feira (4), o corpo identificado pela imprensa como o de “Japinha do CV” é, na verdade, de Ricardo Aquino dos Santos, de 22 anos, que tinha dois mandados de prisão em aberto e ligação com o crime organizado na Bahia.

A suposta morte da jovem viralizou nas redes sociais, reforçada por boatos e imagens que circulavam sem verificação oficial. No entanto, publicações recentes em um perfil atribuído a ela, com mais de 500 mil seguidores, indicam que ela estaria viva e foragida, conforme informou o portal Metrópoles.

A Operação Contenção, realizada na semana passada, teve como objetivo conter a expansão territorial do Comando Vermelho e terminou com 121 mortos, tornando-se a mais letal da história do Brasil.

O episódio reacendeu o debate sobre excessos policiais, transparência nas ações de segurança pública e a propagação de informações falsas em meio a operações de grande impacto.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Sair da versão mobile