Entregador ferido em Jacarepaguá reage à prisão do agressor

Valério Junior recebeu apoio do iFood e participa de protestos após ataque por policial penal.

Um entregador do iFood foi baleado no pé por policial penal no Rio de Janeiro. Caso segue sob investigação, e empresa oferece apoio jurídico e psicológico à vítima.

Imagem: print de tela

Um entregador do iFood, Valério de Souza Júnior, foi baleado no pé por um policial penal durante uma entrega na madrugada deste sábado (30), em frente ao prédio onde o agente reside, na Rua Carlos Palut, em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo Valério, a discussão começou quando ele se recusou a subir até o apartamento para entregar o pedido.

Em vídeo gravado pelo entregador, que viralizou nas redes sociais, é possível ouvir o policial dizendo: “você não subir é uma parada” antes de efetuar o disparo. Valério foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, onde seu estado de saúde é estável.

O que dizem as autoridades

A Polícia Militar informou que foi acionada, e o suspeito fugiu do local, mas posteriormente se apresentou na 32ª DP (Taquara), onde o caso foi registrado. A Polícia Civil detalhou que a vítima passou por exame de corpo de delito, testemunhas estão sendo ouvidas e a arma do policial foi recolhida para perícia. “Outras diligências estão em andamento para esclarecer os fatos”, acrescentou a corporação.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) comunicou que Ferrarini está na ativa, ressaltando que a conduta ocorreu fora do exercício das funções. A Corregedoria da Seap acompanha o caso junto à delegacia de polícia.

Governador já foi comunicado

O deputado estadual Filippe Poubel (PL) se manifestou nas redes sociais e afirmou que já comunicou o governador Cláudio Castro sobre o incidente. “Isso é um absurdo, inaceitável, inconcebível. Já entrei em contato com o governador. Esse crime não ficará impune. Medidas cabíveis serão tomadas, e vou lutar arduamente para que não fique impune”, destacou Poubel.

O que diz o iFood

Em nota, o iFood lamentou o ocorrido e reafirmou que não tolera qualquer tipo de violência contra entregadores parceiros. A empresa disponibilizou a Valério apoio jurídico e psicológico, em parceria com a organização Black Sisters in Law, garantindo assistência emocional e acesso à justiça.

A companhia também reforçou que a obrigação do entregador é deixar o pedido no primeiro ponto de contato, seja o portão ou a portaria do prédio, lembrando a campanha “Bora Descer”, lançada em 2024, que incentiva clientes a buscar seus pedidos na portaria para respeito aos entregadores.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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