Avanço do mar no Farol de São Tomé leva Defesa Civil e UFF a ampliar estudos

Aproximação entre município e universidade busca ampliar estudos sobre o avanço do mar e ajudar na prevenção de riscos no litoral de Campos dos Goytacazes.

Avanço do mar provoca erosão e ameaça trechos do litoral do Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes.

Defesa Civil de Campos/Divulgação

A erosão costeira no Farol de São Tomé, em Campos dos Goytacazes, está no centro de uma aproximação entre a Secretaria Municipal de Defesa Civil e a Universidade Federal Fluminense (UFF). As duas instituições buscam ampliar a troca de informações técnicas e científicas para compreender melhor as mudanças na faixa litorânea e identificar possíveis riscos.

A iniciativa pretende reunir o conhecimento dos pesquisadores da universidade e a experiência dos profissionais da Defesa Civil, que acompanham situações de risco no município.

O objetivo é melhorar o entendimento sobre o comportamento do litoral e contribuir para o planejamento de medidas preventivas, especialmente em áreas mais vulneráveis aos efeitos da erosão.

Entenda o que provoca a erosão costeira

A erosão costeira ocorre quando a faixa de areia e outras partes do litoral sofrem desgaste ou perda de sedimentos. Esse processo pode ser provocado pela ação das ondas, pelas correntes marítimas e pelo transporte natural de areia ao longo da costa.

Dependendo da intensidade e das características de cada região, a erosão pode alterar a configuração das praias e representar riscos para estruturas próximas ao mar.

No Farol de São Tomé, compreender essas transformações é importante para orientar o acompanhamento da faixa costeira e avaliar a necessidade de medidas de proteção.

Estudos podem ajudar a identificar áreas vulneráveis

A colaboração entre a Defesa Civil e a UFF busca aproximar a pesquisa acadêmica das necessidades do município.

O conhecimento científico sobre a movimentação de sedimentos, a dinâmica das ondas e as mudanças no litoral pode ajudar os órgãos públicos a identificar áreas que precisam de maior atenção.

Ao mesmo tempo, as informações reunidas pela Defesa Civil podem contribuir para os estudos desenvolvidos pelos pesquisadores.

Essa troca permite analisar o fenômeno de maneira mais ampla e oferecer subsídios para futuras decisões relacionadas à segurança e à ocupação da região costeira.

Prevenção é prioridade

O diálogo entre as instituições também reforça a importância de acompanhar as mudanças no litoral antes que possíveis problemas se agravem.

A identificação de vulnerabilidades e o planejamento preventivo são fundamentais para reduzir riscos à população e aos espaços próximos à faixa de praia.

Até o momento, as informações divulgadas tratam da aproximação institucional e do intercâmbio de conhecimentos. Não foram anunciados prazos, obras de contenção ou investimentos específicos relacionados à iniciativa.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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