Um deslizamento de terra atingiu residências e deixou 15 pessoas desalojadas no bairro Campo do Oeste, em Macaé, no Norte Fluminense. A ocorrência foi registrada na manhã de sábado (3), na Rua Chile, depois de um período de chuva no município.
Segundo a Defesa Civil, as equipes foram acionadas por volta das 9h. Três casas foram atingidas pelo deslizamento, enquanto outros imóveis próximos precisaram passar por avaliação devido ao risco de novos desabamentos.
Apesar dos danos materiais, não houve registro oficial de feridos.
Crianças estavam em uma das casas
Entre os moradores atingidos está uma família com duas crianças, um menino de seis anos e uma menina de um ano e sete meses.
Segundo relatos de moradores, os dois estavam dentro de uma das residências no momento em que o barranco cedeu e foram retirados dos escombros por pessoas que estavam no local.
A família perdeu os pertences que estavam na residência e precisou deixar o imóvel.
Inicialmente, pais e crianças foram acolhidos por amigos. Posteriormente, a família conseguiu um apartamento, com os custos assumidos pelos próprios familiares.
Lama invadiu quartos e danificou paredes
A força do deslizamento também provocou danos significativos em outra residência atingida.
A lama avançou sobre dois quartos e comprometeu paredes e outras partes da estrutura do imóvel.
Com o risco provocado pela movimentação do terreno, a orientação da Defesa Civil foi para que moradores não permanecessem nas construções consideradas inseguras.
Dez imóveis passaram por avaliação
Após o deslizamento, as equipes realizaram vistorias na área atingida.
Além das casas diretamente afetadas, outros dez imóveis foram vistoriados ou interditados preventivamente.
Ao todo, 15 moradores tiveram de deixar suas residências.
A medida foi adotada diante da possibilidade de novas movimentações do solo, já que o barranco continuou apresentando sinais de instabilidade depois da primeira ocorrência.
Chuva começou durante a madrugada
Moradores relataram que os primeiros sinais de movimentação do terreno apareceram ainda durante a madrugada.
Com a chuva, barro começou a descer pela encosta por volta das 4h. A situação teria se agravado ao longo das horas seguintes, até que parte do barranco cedeu pela manhã e atingiu as construções.
Depois do deslizamento, a preocupação passou a se concentrar também nas residências que permaneceram próximas à encosta.
Moradores temem que novas chuvas provoquem outros deslizamentos e ampliem os danos na região.
Risco na encosta seria antigo
A situação da encosta já provocava preocupação entre moradores do Campo do Oeste.
Segundo relatos da população, o local apresenta histórico de instabilidade e já teria registrado outro deslizamento em 2019.
Moradores também afirmam que uma obra de contenção chegou a ser iniciada anos atrás, mas a intervenção não teria alcançado o trecho da Rua Chile onde ocorreu o novo deslizamento.
A comunidade cobra uma solução definitiva para estabilizar a encosta e reduzir os riscos para as famílias que vivem na área.
Defesa Civil mantém atenção na região
A ocorrência mobilizou equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.
Com imóveis danificados e outros interditados preventivamente, a situação das famílias afetadas passou a depender das condições de segurança identificadas nas vistorias.
A Defesa Civil orienta que moradores de áreas sujeitas a deslizamentos fiquem atentos a sinais como movimentação de terra, rachaduras em paredes ou no solo, inclinação de árvores e postes e surgimento repentino de água na encosta.
Em situações de risco, a recomendação é deixar imediatamente o imóvel e acionar os órgãos de emergência.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
