Eleição é uma desgraça na vida de usuários de serviços públicos nas pequenas cidades. Veronica Ribeiro, por exemplo, é moradora de Outeiro, distrito de Cardoso Moreira, no Norte Fluminense.
Em sua página no Facebook, ela denunciou que teve a cesta básica cortada pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) porque não estaria apoiando o candidato da Prefeita, Geane Vincler.
Na mesma postagem, a internauta Mayra Lourenço comenta que é vítima de perseguição semelhante. São práticas recorrentes que os órgãos de controle externo ainda têm dificuldades de coibir, ainda que caracterize coação eleitoral, uma conduta vedada pela legislação.
Recentemente, um apoiador do presidente Jair Bolsonaro ganhou notoriedade ao usar uma marmita de comida como instrumento de coação eleitoral a uma idosa. O caso só ganhou projeção porque o vídeo foi gravado pelo próprio infrator, do contrário, ficaria invisível, como ocorre nas pequenas cidades.
Mas existem ferramentas para acionar as autoridades. Esses casos podem ser denunciados pelo cidadão de forma prática e segura, porque o Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) lançou canais exclusivos para recebimento de denúncias eleitorais, que também podem ser feitas no aplicativo do TSE, disponível para Android e IOs.
