UFF aponta risco ambiental no litoral do Rio

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A preparação para a Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo após a divulgação de um relatório da Anistia Internacional que aponta riscos relacionados aos direitos humanos nos três países que receberão o torneio: Estados Unidos, México e Canadá.

No documento intitulado Humanity Must Win, a organização destaca preocupações envolvendo políticas migratórias, liberdade de manifestação, segurança pública, discriminação e impactos sociais que podem atingir moradores das cidades-sede, trabalhadores, jornalistas e torcedores.

Segundo a entidade, o Mundial de 2026 será o maior já realizado pela Fifa, reunindo 48 seleções e milhões de visitantes. Por isso, a organização defende que governos e dirigentes esportivos adotem medidas preventivas para garantir que o evento ocorra dentro dos princípios internacionais de respeito aos direitos humanos.

Os Estados Unidos concentram parte significativa das preocupações apresentadas no relatório. A Anistia avalia que regras migratórias mais rígidas e o aumento da fiscalização sobre estrangeiros podem gerar insegurança para visitantes internacionais. O documento também menciona possíveis impactos sobre comunidades imigrantes e grupos considerados mais vulneráveis.

Outro ponto destacado envolve a proteção de jornalistas, manifestantes e integrantes da comunidade LGBTQIA+. A entidade teme que operações de segurança realizadas durante o torneio possam resultar em restrições indevidas ao direito de protesto ou em abordagens consideradas excessivas.

No México, o relatório chama atenção para o papel das forças militares em ações de segurança pública e para possíveis conflitos relacionados ao uso de espaços urbanos, deslocamento de moradores e manifestações populares durante o período da competição.

Já no Canadá, a preocupação está relacionada principalmente ao tratamento dado às pessoas em situação de rua nas áreas próximas aos estádios e estruturas ligadas ao evento. Organizações de direitos humanos defendem que medidas de organização urbana não resultem em exclusão social ou remoções inadequadas.

Apesar dos alertas, a Anistia Internacional não propõe qualquer tipo de boicote ao torneio. A entidade afirma que a Fifa possui responsabilidade direta na fiscalização dos compromissos assumidos pelos países anfitriões e deve exigir transparência e mecanismos de monitoramento independentes.

A Copa do Mundo de 2026 será disputada entre 11 de junho e 19 de julho em 16 cidades da América do Norte. Pela primeira vez na história, a competição contará com 48 seleções participantes.

A Fifa afirma manter compromisso com políticas de inclusão e respeito aos direitos humanos. No entanto, organizações internacionais seguem cobrando garantias adicionais para assegurar que o maior evento esportivo do planeta seja realizado sem violações de direitos fundamentais.

*Da Agência Fonte Exclusiva. 

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