Cinco pessoas foram encontradas vivas após passarem mais de uma semana presas em uma caverna inundada na província de Xaisomboun, no centro do Laos. O caso mobiliza equipes de resgate locais e internacionais em uma operação considerada extremamente complexa por causa da água barrenta, dos túneis estreitos e do risco de novas chuvas.
O grupo fazia parte de sete moradores que entraram na caverna, segundo relatos de equipes de resgate, para procurar ouro. As vítimas acabaram isoladas depois que fortes chuvas provocaram alagamento repentino e bloquearam a saída. Um dos integrantes conseguiu escapar e avisou as autoridades, o que deu início às buscas. Até a atualização mais recente de agências internacionais, cinco foram localizados com vida e dois continuavam desaparecidos.
Os sobreviventes foram encontrados por mergulhadores em uma área seca, sobre uma rocha, cercados pela água. Eles estavam debilitados, com fome e cansados, mas vivos. Equipes conseguiram levar suprimentos, água, alimento e itens para manter o grupo aquecido enquanto avaliam a forma mais segura de retirada.
A retirada, no entanto, representa o maior desafio da operação. Segundo a Reuters, mergulhadores especializados de vários países, incluindo França, Indonésia, Japão, Tailândia e Austrália, foram acionados para auxiliar os trabalhos. Os socorristas precisam atravessar passagens estreitas, alagadas e de baixa visibilidade, em alguns trechos por centenas de metros debaixo d’água.
Além das dificuldades naturais da caverna, o clima segue como fator de risco. A região enfrenta chuvas que podem elevar novamente o nível da água e comprometer a segurança dos socorristas e dos sobreviventes. Por isso, as equipes trabalham em duas frentes: tentam bombear a água para reduzir o alagamento e, ao mesmo tempo, preparam uma possível retirada com equipamentos de mergulho.
O drama no Laos chamou atenção internacional e passou a ser comparado ao resgate de 2018 na Tailândia, quando 12 meninos e um treinador de futebol ficaram presos em uma caverna alagada por mais de duas semanas. Apesar da semelhança, especialistas ouvidos pela imprensa internacional destacam que a operação no Laos tem características próprias e exige cuidado extremo, principalmente porque os sobreviventes não têm experiência com mergulho.
Enquanto os trabalhos continuam, familiares aguardam novas informações sobre os dois desaparecidos. As equipes de resgate afirmam que a prioridade é manter os cinco sobreviventes em segurança, ampliar o envio de suprimentos e decidir o momento menos arriscado para a retirada.
*Da Agência Fonte Exclusiva