Governo fecha cerco contra apostas ilegais na internet

Nova ofensiva mira empresas sem autorização para operar no país.

O governo federal intensificou o combate às plataformas digitais de apostas preditivas que operavam sem regulamentação no Brasil. Em nova ofensiva anunciada nos últimos dias, sites e perfis ligados a esse mercado passaram a ser bloqueados por determinação oficial, ampliando o cerco ao setor considerado irregular pelas autoridades.

As chamadas plataformas de mercado preditivo permitiam apostas com dinheiro sobre acontecimentos diversos, como eleições, partidas de futebol, reality shows, premiações culturais e até previsões climáticas. Segundo o Ministério da Fazenda, esse tipo de operação funciona na prática como uma modalidade de aposta não autorizada pela legislação brasileira.

De acordo com o governo, ao menos 27 plataformas já tiveram o bloqueio determinado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em alguns comunicados iniciais, o número divulgado chegou a 28 empresas, posteriormente ajustado.

A justificativa oficial para a medida é proteger consumidores contra perdas financeiras, reduzir riscos de endividamento e combater impactos sociais ligados ao vício em jogos online. Integrantes do governo afirmaram que a expansão descontrolada desse mercado poderia trazer prejuízos à renda das famílias brasileiras.

O endurecimento da fiscalização também atinge o mercado ilegal de apostas de forma mais ampla. Desde 2024, mais de 39 mil domínios irregulares ligados a bets já foram bloqueados no país, além da remoção de centenas de perfis em redes sociais que promoviam plataformas clandestinas.

A ofensiva ocorre em meio ao avanço da regulamentação do setor no Brasil. O governo busca separar operadores autorizados daqueles que atuam fora das regras nacionais, exigindo licenças, mecanismos de proteção ao usuário e controles contra fraudes e lavagem de dinheiro.

Especialistas avaliam que o bloqueio pode reduzir a exposição de consumidores a empresas sem garantias jurídicas, embora o desafio tecnológico continue grande diante da criação constante de novos domínios e aplicativos para driblar fiscalizações.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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