Glaucoma: exame anual após os 40 anos pode evitar cegueira irreversível

Doença atinge 6% dos idosos acima de 70 anos; negros têm quase o dobro de prevalência, aponta Conselho de Oftalmologia.

O Brasil registrou 85 mil cirurgias de glaucoma entre os anos de 2019 e 2023, segundo dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Somente em 2023, foram realizados 20.248 procedimentos, o que representa uma média de 55 cirurgias por dia em todo o país.

Os estados com maior volume de cirurgias no ano passado foram

O alerta sobre a doença ganhou repercussão nacional após o cantor Marrone, da dupla com Bruno, passar por uma cirurgia de emergência para tratar o glaucoma em estágio avançado nos dois olhos.

Doença silenciosa e irreversível

O glaucoma é considerado a maior causa de cegueira irreversível no mundo. Na maioria dos casos, é possível estabilizar a condição com uso contínuo de colírios, mas em situações mais graves, a cirurgia é necessária.

O CBO destaca que o diagnóstico precoce é crucial, já que a doença não apresenta sintomas nos estágios iniciais e pode causar danos permanentes ao nervo óptico.

“A detecção precoce, o acompanhamento médico e o controle da pressão intraocular são fundamentais para preservar a visão”, orienta a entidade.

Tratamento disponível pelo SUS e planos de saúde

O tratamento do glaucoma — seja por colírios, laser ou cirurgia — é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem cobertura obrigatória pelos planos de saúde. Isso tem permitido ampliar o acesso e reduzir o risco de cegueira entre os pacientes diagnosticados.

Grupos de risco

Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do glaucoma são:

Prevenção é a melhor saída

Consultas oftalmológicas regulares, especialmente após os 40 anos, são essenciais para detectar o glaucoma de forma precoce. Exames como campimetria visual, tomografia do nervo óptico e a medição da pressão intraocular ajudam a monitorar e manter a condição sob controle.

O CBO reforça que a perda de visão causada pelo glaucoma é irreversível, mas com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível manter a qualidade de vida e preservar a capacidade visual por muitos anos.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Sair da versão mobile