Envelhecimento da população pressiona políticas de moradia para idosos

Experiências como o Lar São Vicente de Paulo no DF revelam importância de acolhimento e parcerias para suprir carências.

O Brasil atravessa uma transição demográfica que pressiona o sistema de saúde, previdência e, sobretudo, os modelos de moradia. Desde 2023, há mais idosos que jovens no país, e a população acima dos 60 anos já chega a 33 milhões de pessoas.

Casas de longa permanência surgem como alternativa, mas ainda são limitadas. O IBGE estima que menos de 0,5% da população idosa viva nesses locais. Em 2022, eram cerca de 160 mil pessoas — maioria mulheres (59,8%).

O Lar São Vicente de Paulo, em Taguatinga (DF), mostra como a sociedade pode responder a esse desafio. Fundada há mais de seis décadas, a casa acolhe 34 mulheres com idades entre 64 e 98 anos. O funcionamento depende de doações, recursos públicos e apoio de universidades, o que garante cuidado e dignidade às residentes.

Para especialistas, experiências como essa precisam ser replicadas em todo o país, mas não são suficientes. É necessário ampliar políticas públicas de habitação, fortalecer programas de assistência social e investir em soluções que integrem idosos à vida comunitária.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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