Escândalo na educação: prisão de parlamentar abre nova fase de investigação

PF aponta fraudes em contratos da educação e lavagem de dinheiro.

A prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante) pela Polícia Federal, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, abriu uma nova frente de investigações sobre supostos esquemas de corrupção envolvendo contratos públicos na área da Educação do Estado do Rio de Janeiro.

A ação ocorreu na terça-feira (5) e teve como foco principal a apuração de fraudes em licitações, com indícios de direcionamento de contratos para empresas previamente escolhidas. Além do parlamentar, outras pessoas também foram presas, e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

Esquema estruturado e atuação na Educação

Segundo as investigações, o grupo atuava de forma organizada dentro da estrutura pública, especialmente na Coordenadoria Regional do Noroeste Fluminense, onde ocorreria o controle de contratos e obras em unidades escolares.

A Polícia Federal aponta que empresas ligadas ao grupo eram favorecidas em processos licitatórios, com posterior desvio de recursos públicos. Parte desse dinheiro, de acordo com os investigadores, teria sido utilizada para financiamento de campanhas eleitorais.

Os envolvidos podem responder por crimes como organização criminosa, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.

Conexões com outras operações

As apurações desta fase também utilizam provas compartilhadas de investigações anteriores, como a Operação “Posto de Midas”, que já investigava lavagem de dinheiro e irregularidades envolvendo postos de combustíveis.

Mensagens e dados extraídos de celulares, com autorização judicial, indicam ainda possíveis ameaças, tentativas de intimidação e vínculos com outros investigados.

Possíveis novos desdobramentos

A expectativa das autoridades é de que a operação tenha novos desdobramentos nos próximos dias, com possibilidade de novas prisões e ampliação do alcance das investigações.

Há indícios de que o esquema possa envolver outros agentes públicos e até prefeituras da região Norte e Noroeste Fluminense, além de possíveis ramificações no Espírito Santo.

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Defesa e medidas administrativas

Em nota, a defesa do deputado informou que ainda está analisando o conteúdo das investigações, mas afirmou que o parlamentar nega qualquer irregularidade e prestará esclarecimentos à Justiça.

Já a Secretaria Estadual de Educação informou que iniciou uma revisão administrativa nos contratos e procedimentos relacionados a obras e serviços, incluindo a definição de limites para gastos com manutenção.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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