Criança é atacada por pitbull solto no Parque Prazeres, em Campos

Menino sofreu ferimentos nas mãos e na coxa, recebeu atendimento médico e precisou levar pontos após ser surpreendido pelo animal enquanto brincava na rua.

Uma brincadeira em frente de casa terminou em momentos de desespero para uma família do Parque Prazeres, em Campos dos Goytacazes. Uma criança foi atacada por um cão da raça pitbull que estava solto na rua e precisou receber atendimento médico por causa dos ferimentos.

O menino jogava bola com a irmã quando o objeto foi parar embaixo de um carro. Ao se aproximar para buscá-lo, ele foi surpreendido pelo animal, que avançou e o mordeu na coxa e nas duas mãos.

Segundo o relato da criança, o ataque aconteceu rapidamente. Mesmo assim, provocou sangramento intenso e deixou uma das mãos ferida. A irmã tentou ajudá-lo enquanto chamava pela mãe.

A responsável pelo menino contou que estava dentro de casa quando ouviu latidos e o choro dos filhos. Ao sair, encontrou a criança com sangue nas mãos e na perna.

Diante da quantidade de sangue, a mãe chegou a temer que um dos dedos tivesse sido arrancado. O menino foi levado imediatamente para uma unidade de saúde, onde recebeu pontos e teve uma das mãos enfaixada.

De acordo com a família, apesar do susto e das lesões, não houve uma consequência mais grave. O episódio, porém, provocou forte abalo emocional e aumentou a preocupação dos moradores com a presença de cães sem controle em áreas residenciais.

Caso reforça responsabilidade dos tutores

O ataque volta a chamar atenção para a obrigação dos responsáveis de impedir que animais com capacidade de causar ferimentos circulem livremente pelas ruas.

No Estado do Rio de Janeiro, a legislação estabelece regras específicas para a condução de cães considerados bravos, incluindo animais da raça pitbull. Em espaços públicos, eles devem ser conduzidos por uma pessoa maior de 18 anos, com guia curta, equipamento de contenção e focinheira que permita a respiração normal.

A norma estadual também determina que o cão envolvido em uma agressão contra uma pessoa ou outro animal seja submetido a uma avaliação veterinária. O laudo sobre a periculosidade deve ser elaborado às custas do proprietário.

Além das medidas administrativas previstas na legislação estadual, o responsável pode ser obrigado a indenizar os prejuízos causados pelo animal. O Código Civil determina que o dono ou detentor deve reparar o dano, salvo quando conseguir comprovar culpa exclusiva da vítima ou situação de força maior.

Dependendo das circunstâncias apuradas, deixar um animal perigoso em liberdade ou não adotar os cuidados necessários para contê-lo também pode caracterizar omissão de cautela na guarda ou condução de animais.

A eventual responsabilização criminal dependerá da investigação, da gravidade das lesões, da conduta do responsável e das provas reunidas pelas autoridades.

Família pede mais cuidado

A mãe do menino afirmou que o ataque poderia ter provocado consequências ainda mais graves caso a vítima fosse uma criança menor e sem condições de se defender.

Ela também pediu que os tutores mantenham os animais em locais seguros e adotem todas as medidas de contenção previstas na legislação.

O episódio evidencia uma diferença importante: uma situação envolvendo a entrada indevida de uma pessoa em uma propriedade privada não pode ser comparada à circulação de um animal sem controle em uma rua pública.

Quando um cão escapa ou é deliberadamente deixado solto, o risco alcança crianças, idosos, pedestres, entregadores e outros animais que utilizam o mesmo espaço.

O material encaminhado para a reportagem não informa se o tutor foi identificado, se houve registro de ocorrência ou se o animal foi recolhido depois do ataque.

Orientação em situações de risco

Ao encontrar um cão agressivo solto, a recomendação é não correr, não gritar e evitar movimentos bruscos. Também não se deve tentar tocar, capturar ou enfrentar o animal sem treinamento e equipamentos adequados.

Em uma situação de perigo imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo telefone 190. Em Campos, denúncias e solicitações relacionadas a animais podem ser encaminhadas ao Centro de Controle de Zoonoses.

Nos casos de mordida, o ferimento deve ser lavado abundantemente com água e sabão. A vítima precisa procurar atendimento médico o mais rápido possível para avaliação das lesões e da necessidade de vacinação ou aplicação de soro contra a raiva, além da verificação da situação vacinal contra o tétano.

O cão, quando identificado e em condições seguras de contenção, deve permanecer em observação pelo período indicado pelos profissionais de saúde e pelas autoridades sanitárias.

O caso do Parque Prazeres reforça que a guarda responsável não se limita a alimentar e abrigar um animal. O tutor também tem o dever de proteger a população, evitar fugas e cumprir as normas destinadas à prevenção de ataques.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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