Vídeos sem sentido feitos por IA explodem na internet

Fenômeno chamado Brain Rot cresce no mundo digital.

Uma nova tendência digital vem chamando atenção de especialistas e usuários nas redes sociais: o chamado “Brain Rot”, expressão usada para descrever conteúdos exageradamente caóticos, absurdos e altamente viciantes, muitas vezes produzidos com inteligência artificial.

O fenômeno ganhou força em plataformas como TikTok, Instagram e YouTube Shorts, onde vídeos curtos, imagens distorcidas, narrativas sem sentido, vozes artificiais e montagens bizarras conquistam milhões de visualizações em poucos minutos.

Embora parte do público enxergue esse material como humor nonsense ou entretenimento rápido, psicólogos e pesquisadores alertam para possíveis impactos no foco, na capacidade de concentração e no bem-estar emocional.

O que é Brain Rot

Traduzido de forma livre como “apodrecimento cerebral”, o termo é usado na internet para descrever o consumo excessivo de conteúdos superficiais e repetitivos que saturam a mente e reduzem a atenção sustentada.

Com a chegada da inteligência artificial generativa, esse tipo de produção ganhou nova escala. Ferramentas conseguem criar vídeos absurdos em massa, com rapidez e baixo custo.

Especialistas fazem alerta

Segundo estudiosos do comportamento digital, a exposição constante a estímulos rápidos pode aumentar ansiedade, reduzir paciência para tarefas longas e dificultar leitura profunda ou estudo contínuo.

O algoritmo das plataformas também favorece conteúdos altamente chamativos, reforçando ciclos de consumo automático.

Juventude mais exposta

Adolescentes e jovens adultos estão entre os grupos mais impactados, já que passam longos períodos conectados a vídeos curtos e feeds infinitos.

Especialistas recomendam pausas digitais, limitação de tempo de tela e consumo equilibrado de conteúdo educativo, cultural e informativo.

O avanço do Brain Rot reacende discussões sobre responsabilidade das plataformas, uso ético da inteligência artificial e saúde mental na era digital.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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