Ypê volta a produzir, mas lotes fabricados até março seguem bloqueados

Agência afirma que fábrica já reúne condições sanitárias para retomar as atividades

Itens fabricados até março seguem suspensos, segundo a Anvisa

📸Reprodução/Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, a retomar imediatamente as atividades na unidade de Amparo, no interior de São Paulo.

A decisão foi divulgada nesta sexta-feira (29), após uma nova inspeção realizada pela Anvisa em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo, Campinas e Amparo.

Com a liberação, lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes da Ypê identificados com final de lote “1” e fabricados a partir de 1º de abril de 2026 podem voltar a ser comercializados e utilizados.

A autorização, no entanto, não vale para todos os produtos. Itens das mesmas categorias, com final de lote “1” e fabricados até 31 de março de 2026, continuam com comercialização, distribuição e uso suspensos.

Segundo a Anvisa, esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não devem ser descartados. A liberação poderá ocorrer de forma gradual, conforme a empresa apresentar laudos emitidos por laboratórios autorizados pela agência.

A reinspeção verificou as medidas corretivas adotadas pela empresa desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica, determinada no início de maio pela Resolução 1.834/2026. A companhia havia apresentado um plano de ação para atender aos requisitos sanitários apontados em fiscalização anterior.

De acordo com a agência, a unidade já reúne condições para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário à população. A Anvisa informou ainda que continuará acompanhando a execução das ações corretivas junto às vigilâncias sanitárias municipal, regional e estadual.

O caso começou em 7 de maio, quando a agência suspendeu produtos da marca Ypê com final de lote “1”, após fiscalização identificar falhas em etapas críticas da produção e risco de contaminação microbiológica.

A crise também envolveu questionamentos anteriores sobre a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da marca. Em novembro de 2025, a própria empresa já havia registrado um episódio de contaminação microbiológica, que resultou no recolhimento de itens da linha de lava-roupas.

Em nota, a Ypê informou que consumidores que tenham produtos ainda suspensos devem guardá-los sem descartar. A empresa também afirmou que quem preferir pode solicitar troca ou ressarcimento pelos canais de atendimento da marca.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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