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Veja quais são os riscos de comprar carros de leilões e como contratar o seguro

Redação Por Redação
06/08/2021 - 11:33
em Brasil
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Comprar um carro que está à venda em um leilão pode parecer um bom negócio a curto prazo. Mais baratos do que seminovos vendidos em lojas digitais e concessionárias e, claramente, mais baratos do que os veículos zero quilômetro, alguns modelos podem sair por menos de R$ 10 mil — se você for sortudo(a).

Um carro leiloado pode ser vendido inteiro ou somente a sua carcaça, e a origem do veículo pode ser diversa: seguradoras, bancos ou até do pátio do Detran de cada estado, no caso dos apreendidos.

Os leilões são promovidos por casas especializadas autorizadas judicialmente e, em meio à pandemia, podem ocorrer até mesmo pela internet.

Cuidados antes de dar um lance

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Para entender como funciona a precificação, imagine o seguinte cenário: você quer comprar um Honda Civic. Em um site de leilões, você encontra um modelo 2004 1.7 manual pelo lance mínimo de R$ 9.500. Enquanto isso, na Tabela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o mesmo veículo sai por R$ 19.747 — já um Civic 2020, por exemplo, custa de R$ 103.200 a R$ 184.900.

Antes de optar pelo carro vendido em leilão, é importante conferir o estado do veículo, não somente em como ele está na parte externa, mas também por dentro — bancos, motor, câmbio, rádio e tudo o mais.

Para Antônio Jorge Martins, coordenador acadêmico executivo e professor de MBA na Fundação Getulio Vargas (FGV), se o carro estiver totalmente detonado, vale deixá-lo apenas para ferros-velhos e empresas especializadas no ramo: nada de investir em um carro sem roda, pneu e janelas apenas pelo preço mais baixo.

“É preciso ficar atento às condições do veículo, tanto internas quanto externas, especialmente a parte da motorização. Também vale verificar se o carro ainda está na garantia: muitas vezes, existe a tomada do veículo ainda nesse momento [por parte do banco, por exemplo], e isso é um fator que pode tornar a compra mais interessante”, explica Martins.

Outro passo importante é ficar de olho em quem está vendendo o carro. “Quando o comitente (termo técnico para se referir a quem está vendendo o veículo) são montadoras ou alguma instituição financeira, aumentam as chances de ser um veículo em bom estado. Por outro lado, se o comitente for uma seguradora, isso pode significar que o veículo passou por um acidente e se torna mais importante realizar uma vistoria no veículo”, explica a seguradora Pier.

É preciso também ler o edital do leilão com bastante atenção, uma vez que todas as informações devem estar disponíveis no documento, como débitos de multas e impostos ainda em aberto, além do estado do veículo.

Voltando ao exemplo do Civic 2004: como saber se o preço do leilão é razoável em relação aos veículos seminovos vendidos no mercado? “De maneira geral, um lance que alcance até 80% do valor do veículo na tabela Fipe (somados o valor de arremate e as taxas) é um bom negócio”, afirma a seguradora.

Vale lembrar que carros de leilão são, muitas vezes, desvalorizados na hora da revenda. Isso porque, segundo Martins, a sociedade ainda tem um “certo preconceito com veículos que foram leiloados”. “Então, por mais que o mercado de seminovos esteja crescendo muito no Brasil, o de leilão não, exatamente pelo receio que a população tem em comprar carros do tipo”, diz.

Mas, e o seguro?

Um ponto importante na hora de colocar na ponta do lápis se vale ou não a pena gastar seu suado dinheiro em um automóvel é que nem todas as seguradoras aceitam carros de leilão.

A Pier, que faz seguro de veículos leiloados, por exemplo, oferece assistência (como guincho ou troca de bateria) somente uma vez por mês e não cobre batidas, tanto no próprio veículo quanto em terceiros.

Segundo Alice Iglesias, diretora de produto e operações da Pier, apenas 4% dos mais de 8.300 veículos assegurados são provenientes de leilões.

“Para aceitar fazer apólice, levamos em consideração se o carro tem muitas multas, se precisa de consertos, se já teve alguma peça desmontada ou algum tipo de alteração… vamos a fundo no histórico do carro.”

E é exatamente essa pesquisa que o interessado no veículo deve fazer.

As informações são da CNN.

Tags: #Automóveis#Carros#Leilões#Veículos
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