Uso excessivo de telas desafia hábito de leitura entre brasileiros, aponta pesquisa

Dados revelam que mais da metade da população não lê regularmente, acendendo alerta para educação e desenvolvimento.

Crescimento do uso de telas impacta hábito de leitura no Brasil; pesquisa mostra que 53% da população não lê com frequência.

Imagem: Reprodução/ Rovena Rosa/Agencia Brasil

O avanço do consumo de conteúdos digitais e o uso cada vez mais frequente de telas têm alterado a relação dos brasileiros com a leitura.

Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil apontam que 53% da população não mantém o hábito de ler, um cenário que preocupa especialistas da área educacional.

A leitura é considerada essencial para o desenvolvimento de competências como concentração, escrita e pensamento crítico. A ausência desse hábito, sobretudo desde a infância, pode impactar o desempenho escolar e a capacidade de análise dos estudantes.

Para o educador Cléssios Oliveira, é necessário ressignificar o papel da leitura, tornando-a mais conectada à realidade dos jovens. Segundo ele, o ato de ler precisa ser visto não apenas como obrigação escolar, mas como instrumento de expressão e compreensão do mundo.

Além da escola, o ambiente familiar exerce papel decisivo na formação do hábito de leitura. Com a forte presença de dispositivos eletrônicos no cotidiano, muitas famílias enfrentam dificuldades para estimular o interesse das crianças pelos livros.

Ainda assim, práticas simples podem fazer diferença, como estabelecer limites para o uso de telas e incentivar o exemplo dentro de casa.

A experiência de Ana Lúcia Araújo ilustra esse esforço. Mãe de dois filhos, ela adotou estratégias para equilibrar o uso da tecnologia e incentivar a leitura, como manter livros acessíveis e participar de atividades literárias.

A frequência em bibliotecas e eventos como feiras de livros, além da influência de irmãos mais velhos, também contribuem para despertar o interesse das crianças.

Especialistas destacam que criar um ambiente favorável é fundamental para aproximar jovens da leitura. Oferecer livros adequados à idade e aos interesses individuais torna o processo mais atrativo.

Iniciativas como rodas de leitura e contação de histórias também ajudam a fortalecer o vínculo com os livros, principalmente nos primeiros anos de vida.

Diante desse cenário, o incentivo à leitura se consolida como um desafio coletivo que envolve escolas, famílias e a sociedade.

O objetivo é equilibrar os impactos das novas tecnologias e preservar o papel dos livros na formação intelectual e cultural.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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