O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que seu primeiro ato como presidente da República seria conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A afirmação foi dada em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada nesta sexta-feira (29).
“Na hora. Primeiro ato seria esse. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse Tarcísio, referindo-se aos processos judiciais contra Bolsonaro.
Apesar da declaração, o governador reiterou publicamente que não planeja disputar a Presidência em 2026:
“Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo próprio tamanho do Estado. Mas vamos pegar na história recente: qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente? O último foi Jânio Quadros. Tenho pretensão nenhuma de sair daqui.”
Articulação nos Bastidores
Nos bastidores, porém, há movimentos que contradizem a negativa pública. Segundo apurou o Estadão, interlocutores de Tarcísio procuraram marqueteiros como Chico Mendez e Paulo Vasconcelos para discutir cenários eleitorais de forma preliminar. O governador também mantém diálogo com a equipe de Pablo Nobel, responsável por sua campanha vitoriosa em 2022.
Alianças e Repercussão
Tarcísio não está isolado na defesa do indulto. Outros nomes da direita, como os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), já anunciaram publicamente que, se eleitos, também concederiam indulto a Bolsonaro. A medida une aliados em torno de uma bandeira comum, ainda que a candidatura de Tarcísio permaneça não oficial.
Contexto Jurídico
Bolsonaro responde a processos por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. O indulto presidencial é uma prerrogativa constitucional, mas sua aplicação dependeria da condenação final do ex-presidente e do cenário político em 2026.
Da Agência Fonte Exclusiva.
