Presidente afirma que criminosos são presos e liberados em poucos dias no país

Em entrevista à TV Brasil, Lula criticou sensação de impunidade e defendeu maior integração entre os Poderes para enfrentar a violência no Brasil.

Lula afirmou que criminosos são presos e liberados rapidamente no Brasil e defendeu união entre Executivo, Legislativo e Judiciário no combate à violência.

📸Reprodução/Gettyimages.ru / Andrew Harnik Via RT

Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (22) que a população brasileira tem motivos para desconfiar da capacidade do Estado em conter o avanço da criminalidade no país.

Segundo o presidente, apesar das ações realizadas pelas forças de segurança, os estados enfrentam dificuldades para lidar com o crescimento da violência.

Ele também destacou críticas frequentes de governadores relacionadas ao fato de criminosos serem liberados pouco tempo após prisões realizadas pelas polícias.

Durante a conversa, Lula defendeu que o enfrentamento da criminalidade exige maior articulação entre os Poderes da República. Para ele, a integração entre Executivo, Legislativo e Judiciário é fundamental para reduzir falhas no sistema de segurança pública.

“O povo tem razão de ter desconfiança e de estar amedrontado”, afirmou o presidente, ao comentar a percepção de insegurança entre os brasileiros. Ele citou ainda situações em que decisões judiciais podem gerar sensação de impunidade na sociedade.

O presidente também informou que o governo federal vem promovendo diálogos com representantes do Poder Judiciário para buscar soluções conjuntas. Segundo ele, o combate à violência não pode ser responsabilidade isolada de um único nível de governo.

“Há necessidade de ação coordenada entre os Poderes para que a resposta do Estado seja mais eficiente”, disse.

Lula ainda comentou aspectos da atuação policial no país. De acordo com o presidente, as forças de segurança devem priorizar a investigação e o diálogo antes do uso da força em determinadas situações.

“A polícia não pode matar antes de conversar. A polícia tem que investigar”, declarou ao abordar práticas operacionais em ações de segurança.

As declarações ocorrem em meio a debates nacionais sobre segurança pública e reforçam a posição do governo de buscar maior integração institucional para enfrentar a criminalidade no Brasil.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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