Polícia investiga esquema de golpes e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 115 milhões

Operação da Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados em São Paulo e na Bahia. Grupo é suspeito de aplicar fraudes financeiras e utilizar empresas para ocultar a origem dos recursos.

Polícia Civil investiga organização criminosa suspeita de movimentar R$ 115 milhões com golpes financeiros e lavagem de dinheiro no DF, SP e BA.

Imagem: Reprodução/Lúcio Bernardo Jr./Senado Feder

Uma investigação sobre fraudes financeiras revelou uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 115 milhões por meio de golpes e lavagem de dinheiro. Para avançar na apuração, a Polícia Civil do Distrito Federal realizou, nesta quarta-feira (4), uma operação em cidades de São Paulo e da Bahia, com o objetivo de reunir provas, identificar os envolvidos e rastrear os valores obtidos ilegalmente.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos municípios de São Paulo, Bertioga e São Sebastião, no estado paulista, além de Ilhéus, na Bahia.

A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 115 milhões em bens e valores relacionados aos investigados. A medida busca impedir que o patrimônio suspeito seja movimentado ou transferido enquanto as autoridades apuram a origem dos recursos.

O caso começou a ser investigado em maio de 2026, depois que uma pessoa residente em Taguatinga, no Distrito Federal, procurou a polícia para denunciar uma fraude. A vítima contou que recebeu contatos de pessoas que se apresentaram como representantes de instituições financeiras e autoridades policiais. Convencida de que precisava proteger seu dinheiro, realizou pagamentos com cartão de crédito e transferências por Pix.

Vítima perdeu mais de R$ 200 mil em golpe

Segundo o delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, a fraude começou com uma ligação de um homem que se identificou como gerente da agência bancária da vítima.

Durante a conversa, o suspeito afirmou que havia movimentações financeiras suspeitas na conta e que seriam necessárias algumas medidas para evitar prejuízos. Em seguida, outro integrante do grupo entrou em contato e se apresentou como delegado responsável por uma suposta investigação.

Os criminosos teriam trabalhado juntos para convencer a vítima de que as operações financeiras eram necessárias para proteger o patrimônio e colaborar com as autoridades. Com isso, conseguiram induzi-la a realizar pagamentos e transferências para contas indicadas pelo grupo.

A vítima acabou fazendo diversas operações, acumulando um prejuízo superior a R$ 200 mil, conforme os dados da investigação.

Empresas eram usadas para esconder origem do dinheiro

O aprofundamento das apurações levou os investigadores a identificar uma estrutura empresarial que, segundo a Polícia Civil, recebia os valores obtidos com as fraudes. As empresas seriam utilizadas para dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar sua origem.

Até o momento, cinco pessoas foram identificadas como suspeitas de integrar a organização criminosa e são alvo das medidas judiciais. A movimentação financeira atribuída ao grupo ultrapassa R$ 115 milhões.

Além das buscas, a operação prevê o sequestro de valores e a apreensão de objetos e documentos que possam ajudar a esclarecer como funcionava o esquema, quais contas eram utilizadas e quem participava das movimentações.

Investigação continua para identificar outros envolvidos

Com o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil pretende analisar o material recolhido e aprofundar o rastreamento dos recursos. Os investigadores também trabalham para identificar possíveis novos participantes e esclarecer a extensão das atividades da organização criminosa.

Os suspeitos poderão responder por estelionato, organização criminosa e lavagem de capitais. Como a investigação ainda está em andamento, a participação de cada envolvido e as responsabilidades individuais deverão ser esclarecidas ao longo do inquérito.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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